27 de Mai de 2022

Na última semana, um estudo publicado na revista científica BME Frontiers apontou uma nova técnica baseada em ultrassom capaz de ativar determinados circuitos neurais conectados ao cérebro e devolver a visão a um paciente com doença degenerativa na retina. Os engenheiros da University of Southern California (EUA) que conduziram o estudo afirmam que se trata de um passo em direção a uma prótese de retina não invasiva capaz de funcionar sem a necessidade de cirurgias oculares. Para testar a técnica, o grupo aplicou os estímulos em roedores com deficiência visual, manipulando o ultrassom e focando em uma área específica do olho, de acordo com o que se pretendia.

A abordagem possibilitou ativar pequenos grupos de neurônios, e assim enviar sinais para o cérebro. A ideia dos pesquisadores agora é desenvolver um dispositivo que possa ser utilizado para realizar experimentos em humanos. Os cientistas notaram que os neurônios emitiam o sinal mais forte quando ativados cerca de cinco vezes por segundo, mas os cérebros humanos têm uma velocidade de cálculo muito maior, então a imagem ainda pode parecer muito irregular. Para resolver essa questão, o grupo acredita que é preciso aplicar uma frequência maior do ultrassom, ativando os neurônios de maneira mais intensa.

Uma empresa chamada Nanoscope Technologies LLC pretende comprar a licença sobre a técnica e fornecer suporte para a realização de futuros experimentos em outros animais, como coelhos e macacos. A expectativa é que experimentos sejam feitos em humanos nos próximos cinco anos.

Fonte: BME Frontiers