19 de Jan de 2022

Erros de refração ou falta de correção do grau dos óculos podem originar as dores de cabeça, afirma oftalmologista

Cento e quarenta milhões de pessoas no país sofrem de cefaleia, popularmente conhecida como dor de cabeça, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia. O problema pode estar relacionado com outras doenças, como AVC, sinusites, tumores cerebrais, meningite, aneurismas e também possíveis problemas na visão, tais como erros de graus nos óculos, inflamações ou infecções oculares.

No caso da falta de correção no grau dos óculos, a cefaleia geralmente é de leve intensidade e se situa na região frontal da cabeça (testa). “Processos inflamatórios intraoculares como a uveite, ou crises de aumento súbito da pressão intraocular (glaucoma agudo) podem gerar dores oculares e cefaleias. Existem também as cefaleias em salvas (também chamadas de cluster) que causam dor pulsátil retro ocular (atrás dos olhos), podendo causar ptose palpebral, hiperemia ocular e lacrimejamento”, explica o oftalmologista Dr. Luiz Osowski.

De acordo com o médico, a melhor maneira de prevenir ou tratar a cefaleia de origem oftalmológica é consultar regularmente um profissional especializado. “É o oftalmologista que vai verificar se o paciente tem algum problema na visão, ou atualizar o grau dos óculos. Se a dor for muito importante nos olhos ou atrás dos olhos, é necessária uma consulta o mais breve possível, pois existem situações que podem causar sequelas permanentes na visão”, alerta Osowski.

Entre os problemas de visão mais comuns que causam dores de cabeça estão a miopia (dificuldade de enxergar para longe), hipermetropia (dificuldade de enxergar para perto) e astigmatismo (pessoas que enxergam as imagens distorcidas, turvas ou borradas).

Enxaqueca ocular

Muitos conhecem a enxaqueca como sendo uma forte dor de cabeça. O que muitas pessoas não sabem é que existe também a enxaqueca que afeta diretamente os olhos, chamada de enxaqueca ocular. Ela se caracteriza por uma série de alterações que podem ocorrer em um ou ambos os olhos. Segundo os cientistas, os processos que levam a este quadro são os mesmos que causam a enxaqueca comum: redução ou espasmos dos vasos sanguíneos causados pela variação dos níveis de serotonina. A diferença é que, na enxaqueca oftálmica, esses vasos estão localizados na retina ou atrás dos olhos. Há, ainda, estudos que apontam mutações genéticas e a falta de magnésio como fatores de risco para o problema.

As crises de enxaqueca ocular podem ser desencadeadas por diversos motivos. Entre os principais estão o jejum por tempo prolongado, consumo excessivo de frituras, chocolates e outros alimentos gordurosos ou com muito açúcar. Outras doenças como alergia e intolerância alimentar podem contribuir para os episódios de enxaqueca. As crises também podem ser acompanhadas de outros sintomas, como enjoo, queda da pálpebra (ptose), estrabismo temporário, alteração no tamanho da pupila e sensibilidade à luz e ao som.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: assessoria de comunicação do Hospital de Olhos do Paraná