18 de Abr de 2021

Oftalmologista alerta para a necessidade do acesso universal à saúde ocular

O acesso limitado à assistência oftalmológica, o envelhecimento da população e as mudanças no estilo de vida, especialmente em países de renda mais baixa, incidem no crescente número de casos de cegueira ou deficiência visual, no mundo. Segundo o Relatório sobre a Cegueira, elaborado pela Organização Mundial da Saúde, em 2019, em torno de 2,2 bilhões de pessoas são cegas ou têm algum tipo de deficiência visual. Metade dos casos acontecem por não terem sido tratados a tempo. "O Abril Marrom é uma oportunidade única de chamarmos a atenção da sociedade e das autoridades para a necessidade do acesso universal à saúde ocular e ao exame oftalmológico", afirma a oftalmologista Dra. Adriana Valença, especialista em oftalmologia geral, catarata e glaucoma.

Mesmo em tempos de pandemia, a saúde da visão deve ser priorizada, pois ainda são alarmantes os casos de cegueira que podem ser evitados. "As pessoas devem consultar o oftalmologista ao menos uma vez ao ano, mesmo quando não têm sintomas. Isso porque muitas doenças oculares são assintomáticas e outras se manifestam em estágios avançados, quando a visão já está comprometida", alerta a Dra. Adriana.

Por conta disso, a saúde dos olhos não deve ser negligenciada. "O Abril Marrom é uma campanha essencial para salvar a visão de milhares de pessoas, no Brasil e no mundo, pois é um alerta para a necessidade de consultar periodicamente o oftalmologista. Não podemos esquecer que a maioria das doenças oculares podem ser tratadas e aquelas que são incuráveis, como o Glaucoma, se tratadas no estágio inicial, são facilmente controladas", explica a médica.

Doença silenciosa

Dentre as principais causas de cegueira irreversível no mundo está o Glaucoma. É uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas, sendo associada ao aumento da pressão intraocular. "Se o diagnóstico e tratamento dessa patologia forem tardios, a cegueira é inevitável", afirma a médica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), o Glaucoma atinge cerca de 2% dos brasileiros acima dos 40 anos, ou seja, em torno de um milhão de pessoas. A entidade também estima que 50 milhões de indivíduos nunca foram ao oftalmologista, no Brasil. "Pessoas com mais de 40 anos e histórico de glaucoma na família, hipertensas, diabéticas, com alto grau de miopia e pressão ocular elevada, devem ir regularmente ao oftalmologista, pois têm mais chance de desenvolverem a doença", recomenda a oftalmologista.

As formas de tratamento são variadas. "Em 85% dos casos, conseguimos controlar o glaucoma com colírios e, quando isso não funciona, o paciente pode optar por cirurgias com laser ou tradicionais, que têm altos índices de sucesso. Hoje, não existe mais idade certa para consultar o oftalmologista. Deve haver um acompanhamento desde a primeira infância", orienta Dra. Adriana.

Serviço:

Abril Marrom – mês de prevenção, combate e reabilitação da cegueira

Dra. Adriana Valença

Instituto de Olhos do Recife

Fone: (81) 2122.5000

www.ior.com.br

 

 

 

 

 

Fonte: assessoria de comunicação do Instituto de Olhos do Recife