22 de Out de 2020

Também chamada de PAM (do Inglês – Primary Acquired Melanosis), é fator de risco para desenvolvimento de melanoma ocular

A melanose primária adquirida é uma doença que afeta a conjuntiva de pacientes mais idosos e geralmente de pele clara. Trata-se de uma proliferação dos melanócitos da conjuntiva, que são as células pigmentadas, causando uma coloração marrom na parte branca do olho (aparece como uma pequena mancha marrom na superfície do olho). Existem dois tipos de melanose primária adquirida: com células atípicas e sem células atípicas. A diferenciação entre estas formas é muito importante porque a melanose primária adquirida com atipia é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de melanoma de conjuntiva, que é um câncer que pode causar perda de visão e ameaçar a vida do paciente.

Sinais e sintomas

Aumento de pigmentação da conjuntiva, que recobre a região branca do olho por fora. O paciente percebe pequenas áreas marrons na conjuntiva, mas o oftalmologista consegue ver com muito mais detalhes com uso de equipamento especial.

Tratamento

O tratamento da melanose primária adquirida depende da presença ou não de atipias. Desta maneira deve ser feita biópsia da conjuntiva (membrana superficial que recobre o olho). Se o resultado comprovar células atípicas deve-se tratar a melanose com mais cirurgia e colírios especiais – geralmente usa-se crioterapia ou colírio de quimioterapia chamado de mitomicina. No caso de resultado da biópsia sem células atípica pode-se acompanhar a melanose com fotografias periódicas. Muitas vezes a melanose primária adquirida é encontrada ao redor de um melanoma de conjuntiva, já tendo virado um câncer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Portal Clínica Belfort