25 de Set de 2020

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Coordenadora de curso de Óptica e Optometria, Profª Marcia Regina Pinez Mendes, indica a realização de exames com frequência, mesmo com a ausência de sintomas

A visão é responsável por cerca de 85% da percepção humana e os exames oculares devem ser realizados com frequência, mesmo com a ausência de sintomas relacionados à saúde ocular. No Brasil, as causas mais constantes de deficiência visual são originadas de erros de refração não corrigidos, como: cataratas, glaucomas, sequelas de traumatismos, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade. Para a Profª Marcia Regina Pinez Mendes, os exames de visão devem ser realizados ao menos uma vez ao ano. Quanto aos indivíduos que já utilizam óculos, a recomendação é que realizem os exames a cada período entre seis e oito meses.

O profissional responsável por realizar esses exames é o Optometrista, que tem como foco identificar e corrigir defeitos da visão, diferentemente da Oftalmologia, por exemplo, cuja especialização médica é diagnosticar e tratar doenças relacionadas aos olhos. “Se a imagem de um objeto estiver fora do foco, é possível detectar se ela tem miopia astigmatismo, hipermetropia  e até mesmo a presbiopia, que nada mais é do que o olho que está envelhecendo e ficando cansado. As doenças como catarata, glaucoma e patologias específicas do olho podem ser detectadas por esse profissional, que deverá encaminhar prontamente ao médico Oftalmologista, para que avalie e trate de forma mais adequada”, explica a professora.

Ainda segundo Marcia Regina, quando erros refrativos não são tratados, a tendência é que os pacientes tenham cada vez menos acuidade visual e dificuldades em tarefas corriqueiras como a leitura. Além disso, a docente aponta que além de dificuldades com as atividades simples do dia a dia, as alterações refrativas, podem causar dor de cabeça, olho seco e dificuldade de concentração. Vale destacar, porém, que cada indivíduo possui uma alteração refrativa específica e isso precisa ser avaliado pelo profissional, para que o tratamento seja desenvolvido de acordo com a necessidade de cada paciente.

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Pensando nisso, a professora Marcia Regina, elencou as principais diferenças entre elas. Confira!

Miopia

A pessoa tem redução da acuidade visual de longe. A luz que entra não pode focar na retina pois o globo ocular é mais longo fazendo com que os objetos de longe apareçam borrados. A miopia desenvolve e progride ao longo da adolescência e costuma estabilizar entre 18 e 21 anos de idade.

Hipermetropia

É o oposto da miopia e a pessoa tem dificuldade de enxergar de perto, pois o globo ocular é mais curto, fazendo com que a imagem seja formada depois da retina. É mais comum em adultos. Atividades como ler, escrever, trabalhar muito tempo em frente ao computador ou qualquer atividade que exija uma visão mais próxima podem causar fadiga ocular e dor de cabeça.

Astigmatismo

Por ter uma córnea com uma curvatura irregular e ovalada, a luz que entra sofre desvios fazendo com que a imagem apareça em múltiplas regiões, o sintoma principal é a visão turva e a pessoa enxerga de forma distorcida ou desfocada a qualquer distância. À noite, as luzes parecem que se estendem como feixes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Jornal Contabil