27 de Mai de 2020

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o uso de luva descartável, máscara, protetor facial e óculos de proteção para evitar a contaminação dos profissionais da saúde durante testes de Covid-19, atendimento de casos suspeitos ou confirmados. A explosão do número de mortes e contaminações pelo novo coronavírus no mundo, está gerando a falta de todo tipo de equipamento de proteção individual ou EPIs, além de insumos hospitalares básicos como álcool, respiradores, entre outros. Esta carência no Brasil que já ocupa a 14ª posição no ranking mundial da Covid-19 com 23.430 casos confirmados de contaminação e 1.328 mortes segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira, dia 13, somada à falta de teste de diagnóstico e de leitos de UTI  pode levar o setor de saúde do país ao caos.

Por isso, em diversas áreas, empresas se unem para ajudar a proteger pessoas que estão à frente desta crise de saúde pública. A mobilização acontece inclusive entre profissionais da saúde. O oftalmologista Dr. Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier, em Campinas, interior de São Paulo, foi o primeiro da especialidade a se mover neste sentido. No final de março, lançou a campanha solidariedade para distribuir óculos de proteção aos hospitais e pessoas que exercem atividades de suporte à saúde, como por exemplo, vacinação. 

Isso porque, explica, a falta de luvas e máscaras descartáveis multiplica o risco de contaminação caso sejam reutilizadas. O médico lembra que o coronavírus pode chegar ao sistema respiratório através do contato da mão contaminada com os olhos, que se comunicam com o nariz através do canal lacrimal. Os óculos de proteção, pondera, criam uma barreira que evita esta forma de contágio. Por isso, são recomendados pela OMS. “Afinal, muitos profissionais ficam 8 horas por dia, ou mais, em ambientes contaminados que exigem proteção mais rigorosa", salienta.

Iniciativa é incorporada a programa mundial de solidariedade

Queiroz neto afirma que a campanha solidariedade vai distribuir 5 mil óculos de proteção aos hospitais e profissionais da região. Isso porque, a iniciativa que desde o lançamento conta com o apoio da Associação Brasileira das Indústrias Ópticas (Abióptica) e o aporte da empresa de materiais de segurança Allprot, acaba de ser incorporada ao programa mundial de combate à Covid-19 da Essilor. Multinacional do setor óptico, a instituição vem desenvolvendo uma campanha global de doações para combater a Covid-19 através do programa Vision For Life que tem como objetivo eliminar a deficiência visual decorrente da falta de óculos no mundo. Além dos 2,2 mil óculos de proteção doados à campanha do Penido Burnier a empresa já doou 5 mil EPIs para instituições de São Paulo e Rio de Janeiro e mais 2 mil para uma instituição de Salvador (BA).

Distribuição da campanha solidariedade

O oftalmologista destaca que a campanha de combate à Covid-19 do Penido Burnier já doou 1,2 mil óculos. Os beneficiados nesta primeira fase foram: 

  • Rede Mario Gatti e profissionais da saúde pública responsáveis pela vacinação contra gripe;
  • Hospitais Santa Casa e Beneficência Portuguesa de Amparo;
  • Fundação Penido Burnier;
  • Hospital Unimed Campinas (HUC);
  • Centro Infantil Boldrini que acaba de inaugurar uma ala destinada ao atendimento exclusivo de pacientes do hospital que venham apresentar suspeita ou confirmação de Covid-19;
  • ONG Expedicionários da Saúde (ESD) que instalou uma unidade móvel de pronto atendimento à Covid-19 na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com 10 consultórios que fazem a triagem dos casos suspeitos e encaminha os graves ao Hospital das Clínicas.

Na segunda fase que inicia esta semana, Queiroz Neto afirma que as doações são maiores porque concentra os três coronaviários da região de Campinas nos hospitais universitários. A relação dos beneficiados inclui:

  • Sinsaúde, que agrega cerca de 20 mil profissionais da saúde na região;
  • EDS recebem uma segunda doação para ser utilizada no hospital de campanha projetado por Ricardo Affonso Ferreira, presidente da ONG;
  • Hospital das Clínicas (Unicamp);
  • Hospital Universitário de Bragança Paulista;
  • Hospital Universitário de Jundiaí.

 

 

 

 

Fonte: assessoria de comunicação do Instituto Penido Burnier