22 de Jan de 2020

Instrumento vai beneficiar cerca de 600 crianças em Santa Catarina

Professor cria régua adaptada para alunos com baixa visão

Criar um retângulo pode ser simples para muitos, mas algumas pessoas não conseguem traçar uma linha reta com régua. Ao perceber a dificuldade de uma estudante em enxergar os milímetros e centímetros, o professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Adilson Cardoso, resolveu desenvolver um instrumento que pudesse ser utilizado por indivíduos com baixa visão. 

O protótipo

O professor Adilson, juntamente com um estudante de Engenharia, ficou três meses projetando um protótipo e o resultado final foi uma régua que se conecta por bluetooth a um aplicativo de celular. O equipamento tem precisão abaixo do milímetro e pode ser utilizado tanto por destros quanto por canhotos. A régua funciona quando uma pessoa movimenta o cursor para cima ou para baixo. Por meio de uma placa microprocessada com sinal bluetooth, os dados são enviados para um aplicativo no celular. 

Ampliação do projeto 

Em Içara, município onde fica localizado o campus do IFSC que desenvolveu o projeto, há cerca de 30 crianças com baixa visão. Para Adilson, o projeto da régua eletrônica vai permitir que crianças nessas condições consigam traçar retas e gerar Formas Geométricas, o que não conseguiam antes. A prefeitura estuda produzir as réguas para distribuir entre as crianças com a deficiência. O município também espera apresentar o protótipo ao governo do estado para ajudar as cerca de 600 crianças nessa situação em Santa Catarina.

Novas propostas

O professor não pretende parar por aí. Adilson informa que agora deseja criar um transferidor (instrumento usado para medir ângulos) com os mesmos objetivos da régua. Além disso, ele deseja criar um scanner para transferir o texto para um tablet e auxiliar na leitura de livros. 

 

 

 

 

Fonte: E+B Educação