05 de Dez de 2019

O glaucoma crônico aparece devagar e demora décadas para levar à cegueira. Como é intimamente ligado ao histórico familiar, exames periódicos podem salvar as pessoas desse risco. O recomendável é uma consulta anual com o oftalmologista.

Passar o dia em uma clínica medindo a pressão do olho pode parecer cansativo, mas é o melhor caminho para um diagnóstico precoce do glaucoma. O tratamento é feito com colírio ou cirurgias a laser que baixam a pressão. A visão é comprometida quando há danos no nervo óptico, que leva todas as imagens capturadas pelo olho até o cérebro. Embora possa aparecer no nascimento, a doença geralmente surge depois dos 40 anos. Após os 70 anos, sua predominância triplica. Somente em estágios mais avançados, a visão periférica é afetada. Estão incluídas no grupo de risco de desenvolver a doença, pessoas com alta miopia, portadores de diabetes e da raça negra.

Levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Glaucoma revelou que 80% dos doentes só buscam ajuda de um profissional após perceber algum tipo de problema, como vista borrada, perda da visão, olhos vermelhos ou desconforto. Há pelo menos um milhão de brasileiros com a visão reduzida, o que motivou a entidade a lançar uma campanha de conscientização. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a prevalência da doença no mundo seja de 1% a 2%.

O glaucoma – Doença causada pelo aumento da pressão dentro do olho. Atinge principalmente pessoas com idade acima de 40 anos. Normalmente, não tem sintomas e, quando a pessoa percebe a visão diminuída ou dor ocular, a doença já está avançada e pode levar à cegueira. Diabéticos ou pessoas com histórico familiar têm mais risco de desenvolver o mal. Por se tratar de uma doença incurável, existe grande preocupação com a fidelidade do paciente ao tratamento, para o controle adequado.

Causas – O problema surge por um acúmulo de líquido (humor aquoso) no interior do olho, decorrente do aumento da formação do líquido ou pela obstrução do conduto por onde ele sai do olho. Isso faz com que a pressão ocular aumente progressivamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte e infográfico: O Estado de Minas