21 de Nov de 2019

Problemas de visão podem levar à perda de emprego, dificuldades sociais, dor e custos com quedas e acidentes. E apesar dos exames oftalmológicos de rotina ajudarem a detectar os primeiros sinais de perda de visão e a evitarem a progressão de algumas doenças oculares, são poucos os adultos que efetivamente fazem suas consultas anuais. 

Então, por que as pessoas não conseguem fazer exames oftalmológicos regulares? De um lado, estão os que dependem dos serviços de saúde públicos e encontram muitas dificuldades para agendar e efetivamente realizar os exames. Mas mesmo entre aqueles que têm planos de saúde e/ou que podem pagar pelos exames, encontramos muitos relutantes em fazer os exames oftalmológicos regulares.

Muitas pessoas não conseguem perceber que a detecção precoce pode resultar numa terapia de preservação da visão. Geralmente, os pacientes que mais temem os check-ups oftalmológicos anuais são os que mais precisam dele, tais como pessoas com diabetes, com pressão arterial alta, com colesterol elevado ou doença cardiovascular diagnosticada, bem como fumantes ou os que apresentam um histórico familiar de doença ocular, como degeneração macular, retinopatia diabética ou o glaucoma.

Os olhos são realmente uma janela para o corpo. Um exame oftalmológico adequado pode, muitas vezes, alertar o oftalmologista para a presença de uma doença grave subjacente, como diabetes, esclerose múltipla ou mesmo um tumor cerebral

Razões para não esperar

Check-ups oftalmológicos anuais são a melhor medida a ser adotada a partir dos 20 anos de idade, e, mesmo tardiamente, aos 40 anos.

Não é admissível esperar até que você tenha sintomas oculares para ir ao oftalmologista. Por exemplo, o glaucoma em seus estágios iniciais é tido como o ‘ladrão silencioso da visão’, ou seja, ele pode levar 10 anos para causar um problema perceptível de visão, o que não quer dizer que essas alterações de visão sejam reversíveis.

Pessoas que enxergam bem, normalmente, procuram um oftalmologista quando a visão começa a falhar, o que ocorre em geral por volta dos 40 anos de idade. Queixas como sensação de vista cansada, coceira nos olhos, dificuldade para focalizar imagens próximas e lacrimejamento são as mais comuns às pessoas que procuram o atendimento oftalmológico nessa fase da vida. Além da presbiopia (ou vista cansada), outros problemas são mais frequentes a partir dos 40 anos são a catarata, a retinopatia diabética e o glaucoma.

Se a baixa visão compromete a autonomia do indivíduo, consequentemente prejudica sua qualidade de vida. Muitas vezes, a baixa visão acarreta em isolamento e depressão, afastando o indivíduo do convívio social.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: ISO Olhos