17 de Ago de 2019

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Não são apenas aos problemas respiratórios que afetam nossa saúde no inverno. O clima seco e a baixa umidade do ar também deixam as pessoas mais suscetíveis a alguns tipos de doenças oculares como alergia, conjuntivite e olho seco. Isso porque é durante a estação mais fria do ano que a concentração de poluentes no ar é maior e os nossos olhos diminuem a capacidade de lubrificação. Além disso, com as temperaturas mais baixas, as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados, aumentando casos de doenças provocadas por vírus, como a conjuntivite viral. “Caracterizada como uma inflamação da conjuntiva, fina membrana transparente que reveste o globo ocular e o interior das pálpebras, a conjuntivite pode se manifestar de três formas: alérgicas, bacterianas e virais, sendo essa última a mais comum”, explica a Dra. Micheline Borges Lucas Cresta.

A conjuntivite viral pode ser causada pelo mesmo vírus que provoca o resfriado e se espalha muito rápido. Os sintomas da doença incluem olhos lacrimejantes, pálpebras inchadas, ardência e aversão à luz. “É uma conjuntivite contagiosa, portanto, para evitar a contaminação de outras pessoas, o recomendado é evitar totalmente o contato, não tomar banho de piscina, usar lenços de papel descartáveis para higiene ocular e não compartilhar objetos pessoais como travesseiros, óculos, maquiagem e sabonetes”, orienta a Dra. Micheline. A médica explica ainda que, embora com duração média de sete a oito dias, o processo de cura da conjuntivite viral pode ser demorado e exigir cuidados. “Para não agravar o problema, o melhor é procurar um oftalmologista o quanto antes para que ele faça o diagnóstico e oriente o tratamento correto”, afirma.

Já a síndrome do olho seco é uma doença ocular crônica caracterizada pela deficiência ou má qualidade na produção de lágrima, prejudicando a lubrificação do olho. Estima-se que, no Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas sofram com a doença, segundo a Associação dos Portadores de Síndrome do Olho Seco. Seu aumento está relacionado ao envelhecimento da população e fatores da vida moderna, como a poluição nas cidades, o uso excessivo de telas de computadores, smartphones e tablets, ar condicionado, utilização continuada de lentes de contato e alguns medicamentos (diuréticos, anti-histamínicos, antidepressivos e anticoncepcionais). Condições climáticas, como a baixa umidade do ar, muito comum em regiões como o Distrito Federal, que chega a 10% durante o inverno, também podem agravar o problema. “Entre os sintomas estão ardor, irritação, dificuldade de permanecer em lugares com ar-condicionado ou em frente ao computador, olhos embaçados ao final do dia e sensibilidade à luz”, afirma a oftalmologista.

Sobre as medidas terapêuticas, que incluem uso de lubrificantes com prescrição médica e preservação da qualidade da lágrima por meio da higiene palpebral, uma novidade no tratamento do olho seco é o E-Eye, equipamento da fabricante francesa E-Swin, que utiliza luz pulsada regulada de alta intensidade. É o primeiro equipamento médico desenvolvido especificamente para tratar a Disfunção das Glândulas de Meibomius (DGM), responsável por cerca de 70% dos casos de Síndrome do Olho Seco. “Até então, nós não tínhamos nenhuma tecnologia no mercado com uma proposta tão ampla. Antes, essas glândulas eram estimuladas por meio de um tratamento terapêutico medicamentoso e tópico, como anti-inflamatórios e higiene local, mas nada que fosse cirúrgico ou inovador, como esse aparelho de luz pulsada”, explica a médica.

O equipamento funciona da seguinte forma: por meio da nova tecnologia de luz pulsada regulada de alta intensidade, o sistema E-Eye cria pulsos de luz policromática e emite uma luz não invasiva, que não causa comprometimento do globo ocular. Ao ser aplicado na proximidade das pálpebras, esse pulso de luz estimula terminações nervosas das glândulas de Meibomius, favorecendo um aporte maior e melhor da secreção lipídica. O procedimento é rápido, em torno de cinco minutos. “Nos tratamentos convencionais, que utilizam a prescrição de antibióticos via oral e tópicos (pomada e colírio) e lágrimas artificiais, muitas vezes, após o término do ciclo terapêutico, os sintomas reaparecem. Por outro lado, com a nova tecnologia, os relatos mostram que, após a terceira e quarta sessões do E-Eye, há um longo período sem sintomas”, conclui a Dra. Micheline.

Fonte: assessoria de comunicação do Grupo Opty