19 de Jun de 2019

O diagnóstico precoce evita complicações mais graves como a perda total da visão

Dificuldade para enxergar, vermelhidão e dor intensa nos olhos, ou visão em túnel são alguns dos sintomas causados pelo glaucoma, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. A doença é associada ao aumento da pressão intraocular e, se detectada no início, pode ser controlada. No Dia Nacional do Glaucoma, comemorado hoje, o oftalmologista Dr. Roberto Galvão, faz um alerta para a população. “É importante ir com frequência ao oftalmologista, porque se o diagnóstico da doença for tardio e o tratamento não for realizado logo no início a cegueira é irreversível”, diz.

Apesar de ser uma patologia grave, a maioria dos brasileiros ainda não a conhecem. Uma pesquisa feita, no ano passado, pela Sociedade Brasileiro de Glaucoma (SBG), avaliou que 40% dos entrevistados acham que a doença tem cura. A grande maioria dos entrevistados nem sequer sabia o que era. Ainda de acordo com a SBG, a doença atinge cerca de 2% dos brasileiros acima dos 40 anos, resultando em cerca de um milhão de pessoas. Os dados também revelaram que cerca de 50 milhões de brasileiros nunca foram a um oftalmologista.

O glaucoma não apresenta nenhum sintoma inicial, o que prejudica o diagnóstico precoce e o seu tratamento na fase inicial. Portanto, a única forma de evitar as consequências dele é a realização de exames de rotina.

O oftalmologista explica que pessoas acima dos 40 anos e com histórico familiar da doença, hipertensão e diabetes, além de pacientes com alto grau de miopia e pressão ocular elevada têm mais riscos de desenvolver a doença. “As mulheres geralmente são diagnosticadas mais precocemente, porque elas vão com maior frequência ao oftalmologista. Já os homens, como vão ao médico só quando têm algum sintoma ou desconforto na visão, acabam descobrindo o glaucoma em estágios mais avançados e isso prejudica o tratamento”, comenta Galvão Filho.

As formas de tratamento da doença são variadas e feitas com colírios, cirurgias e comprimidos como explica Roberto Galvão. “Há diversas possibilidades de tratamento. Usamos colírios que controlam 85% dos casos. Quando isso não funciona, o paciente é submetido a uma cirurgia com laser ou tradicional, que tem altos índices de sucesso”, disse o médico.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Instituto de Olhos do Recife