17 de Ago de 2019

Cuidados com a visão podem prevenir acidentes

Motorista de oculos

Dados do Ministério da Saúde sinalizam que houve 38.651 mortes no ano de 2015 em vias públicas, patamar que colocou o Brasil na quinta posição entre os países com o maior número de vítimas de trânsito, atrás somente da Índia, China, Estados Unidos e Rússia. Em 2016, foram 37.345 óbitos.

Entre as causas, segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), 90% dos acidentes de trânsito são resultado de falhas humanas, como problemas de visão, embriaguez e reflexo tardio. “Qualquer doença ou mesmo problemas refracionais que venham diminuir a acuidade ou o campo visual do motorista pode diminuir seus reflexos, comprometendo sua habilidade motora e tomada de decisões exigidas no trânsito”, explica o Dr. Henrique Magalhaes.

Doenças como a catarata, glaucoma, degenerações retinianas, vícios refracionais não corrigidos, bem como visão monocular e mesmo o estrabismo, podem dificultar o ato de dirigir. O problema é agravado uma vez que a maioria dos motoristas brasileiros só se lembra de fazer exame de vista na hora de renovar a carteira, o que acontece a cada cinco anos. “As doenças oftalmológicas podem ser, em sua maior parte, prevenidas, tratadas, curadas ou pelo menos controladas e amenizadas, desde que descobertas no seu início e recebam o tratamento adequado. Daí a importância da visita periódica ao oftalmologista. Quem tem mais de 40 anos deve ir pelo menos uma vez ao ano. Isso ajuda identificar qualquer possível alteração na acuidade visual, o que permite uma correção rápida do problema e uma segurança maior ao volante”, alerta o oftalmologista.

Cuidados e lentes especiais

Segundo o Dr. Henrique, as queixas oculares mais comuns entre os motoristas são a ardência nos olhos, a fotofobia e o ofuscamento à noite pelos faróis. “Na maioria das vezes, a ardência é causada por olho seco, exacerbado pelo vento, ar-condicionado e muito tempo de concentração. Para evitar o problema, recomenda-se lubrificar os olhos, piscar com frequência e não dirigir mais do que duas horas seguidas sem parar para lavar o rosto com água fria. Já a fotofobia, que acomete bastante as pessoas alérgicas, pode ser amenizada com uso de óculos de proteção solar com antirreflexo e proteção contra raios ultravioletas”, explica. O médico também alerta para o ofuscamento noturno, bastante comum entre os motoristas. “Nesse caso, o problema pode ser amenizado com o uso de lentes especiais. A lente âmbar (amarela), por exemplo, é bastante indicada por melhorar a noção de perspectiva e profundidade”, orienta o especialista.

Já a combinação álcool e volante deve ser evitada sempre. De acordo com o oftalmologista, além de produzir prejuízos sensoriais e cognitivos, a ingestão desse tipo de bebida compromete o sistema visual, diminuindo o filme lacrimal e distorcendo a imagem que se forma na retina, produzindo halos, conhecidos como círculos luminosos. O álcool altera ainda a noção de distância e profundidade, por comprometer os músculos que controlam o foco da visão (musculares ciliares). A pupila, responsável por controlar a entrada de luz nos olhos, contraindo com o excesso de iluminação e dilatando em ambientes mais escuros, também pode se dilatar na presença de bebidas alcoólicas e prejudicar o foco. “Estar no comando de um veículo é uma responsabilidade não só com a própria vida, mas, principalmente, com a vida de outras pessoas”, conclui o Dr. Henrique Magalhães.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Grupo Opty