19 de Jun de 2019

Pesquisa mostra que no Brasil 31% dos adultos levam o celular para a cama. Entenda os efeitos na saúde

celular

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de lançar um guia de saúde infantil. A publicação alerta aos pais para não permitirem que crianças com menos de dois anos tenham acesso ao celular e outros equipamentos. Aos dois anos de idade ou mais a recomendação é desligar os equipamentos duas horas antes de dormir. Razões para isso não faltam. A OMS enumera que entre crianças a luz emitida pelas telas atrapalha o sono, predispõe à obesidade, interfere na saúde óssea, metabolismo cardíaco, desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras.

Pesquisa

Segundo o oftalmologista Dr. Leôncio Queiroz Neto, a mesma regra vale para adultos, mas 31% leva o celular para a cama. É o que revela uma pesquisa realizada pelo especialista com 814 participantes de 25 a 65 anos. “É claro que existem muitas diferenças entre o organismo de crianças e adultos, mas a luz que penetra em nossos olhos regula todas as funções biológicas durante as 24 horas do dia, independente da idade”, afirma. 

O celular ou qualquer outro tipo de tela digital não deve ser usado antes de dormir, inclusive por adultos, porque emitem luz azul, a mesma que predomina durante o dia, explica. Por isso, observa, avisa nosso cérebro que deve manter o estado de alerta, independente do horário. Resultado: diminui a produção da melatonina, hormônio indutor do sono, secretado apenas no escuro.

Efeitos na saúde

O oftalmologista ressalta que a OMS recomenda a bebês de até um ano tenham 17 horas de sono/dia, de um a dois anos de 11 a 14 horas/dia e dos três aos quatro anos de 10 a 13 horas/dia. Já a indicação para adultos é bem menor. Varia de seia a oito horas/dia. Adultos que dormem menos ganham peso e têm maior dificuldade de absorção da insulina. Significa que a chance de contrair diabetes tipo 2 aumenta. Do ponto de vista da saúde ocular o diabetes dobra o risco de desenvolver catarata, destaca. Isso acontece, porque a lente do olho é formada por água e proteínas transparentes. “O acúmulo de glicemia na corrente sanguínea dificulta a absorção de oxigênio pelas células do cristalino que entram em processo de oxidação. O resultado é a opacificação da lente interna do olho que responde por 49% dos casos de cegueira tratável no país” afirma. Os principais sinais da catarata elencados pelo médico são:

Troca frequente do grau dos óculos;

Perda da visão de contraste e de profundidade;

Dificuldade de enxergar à noite ou em ambientes escuros;

Enxergar halos em torno das luzes;

Ofuscamento ou perda momentânea da visão quando os olhos são atingidos por faróis contra no trânsito.

O único tratamento é a cirurgia que consiste em substituir o cristalino opaco pelo implante de uma lente dentro do olho.

Telemedicina

Queiroz Neto destaca que o ganho de peso e o diabetes predispõem ao aumento da pressão arterial, elevação do colesterol e formação de depósitos nas paredes internas dos vasos da retina. Estas alterações podem levar a importantes alterações na visão central. O primeiro sinal é enxergar linhas tortuosas. Para agilizar a triagem dessas alterações a população encontra no site do hospital www.penidoburnier.com.br a “Tela de Amsler”, um teste online autoexplicativo que não substitui a consulta médica, mas  ajuda a perceber o problema no início para buscar atendimento oftalmológico. O especialista afirma que a principal terapia para combater estas alterações é a aplicação de injeções antiangiogênicas.

Prevenção gratuita

A boa notícia é que hoje existem vários aplicativos disponíveis na internet para download gratuito que diminuem a exposição à luz azul. Todas as alternativas para modular a temperatura da luz conforme o horário do dia podem ser encontradas no http://alternativeto.net/software/f46lux/ Para quem prefere proteção contínua a dica são as lentes de óculos com filtro ultravioleta e de luz azul.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Instituto Penido Burnier