17 de Out de 2019

Uma dieta nutritiva também beneficia a saúde ocular, ajudando, inclusive, a prevenir doenças

Que a alimentação é determinante para a saúde do organismo, está mais do que claro. Mas, talvez, não seja tão óbvia a relação entre comer bem e enxergar com nitidez por anos a fio. O fato é que uma dieta balanceada tem um impacto significativo na visão. Isso porque alguns nutrientes, como vitaminas e sais minerais, contêm substâncias antioxidantes, ou seja, que combatem o processo natural de oxidação (e envelhecimento) dos tecidos, incluindo os oculares. Outros, como as gorduras benéficas, contribuem com a lubrificação dos olhos em quem sofre de ressecamento, por exemplo. Em resumo, suas escolhas alimentares têm potencial de contribuir com a saúde dos seus olhos.

Para se ter uma ideia, um estudo publicado pelo National Eye Institute (EUA) identificou que uma combinação de certos antioxidantes e zinco é capaz de baixar em 25% o risco de avanço da degeneração macular relacionada à idade, ou DMRI, que está por trás da perda de visão. Este é só um dos exemplos. Veja outros nutrientes que favorecem a visão e em quais alimentos é possível encontrá-los:

Vitamina A – É essencial para o bom funcionamento dos olhos, devido à sua ação de combate ao envelhecimento de tecidos. Uma dieta pobre em vitamina A favorece a degeneração do cristalino, a lente natural dos olhos, e alterações no tecido da retina. Por essa razão, sua deficiência no organismo pode causar a cegueira noturna, que é a dificuldade de enxergar em lugares mais escuros. Para que a vitamina seja produzida pelo organismo, é necessário ingerir alimentos com betacarotenos, pigmentos que constituem a mácula, região dos olhos responsável pela nitidez da visão. Além da cenoura, outros alimentos ricos em vitamina A são o mamão papaya, o brócolis, a abóbora, a manga, o espinafre, a laranja, a batata-doce, o ovo e o queijo, entre outros.

Vitamina C – É mais uma aliada contra o desenvolvimento de catarata e degeneração macular relacionada à idade. Sem contar que auxilia na redução da pressão intraocular, minimizando o risco de glaucoma (lesão do nervo óptico devido ao aumento da pressão). A vitamina C é encontrada em alimentos como acerola, goiaba, mamão, pimentão, brocólis, couve de Bruxelas, morango, abacaxi, laranja, kiwi, melão cantaloupe, couve-flor, couve, framboesa, acelga, tomate e limão.

Vitamina E – Estudos mostram que, quando associada a outras vitaminas, ela ajuda a desacelerar a progressão da DMRI. Algumas de suas fontes são amêndoas, brócolis, amendoim, espinafre, semente de girassol, azeite, mamão, kiwi, cenoura, pepino, abacate, couve e castanha-do-Pará.

Zinco – Os olhos apresentam uma grande concentração deste mineral em sua constituição e ele tem um papel fundamental para a cicatrização e função imunológica. É encontrado em alimentos como grão-de-bico, ervilha, feijão, carne vermelha e cereais integrais.

Luteína – Essas substâncias também são antioxidantes importantes, que protegem os olhos da exposição à luz, desacelerando a evolução de doenças como a catarata e a degeneração macular relacionada à idade. Brócolis, milho, pimentão e ovos são ricos em luteína, mas, em alguns casos, o oftalmologista também pode optar por prescrever suplemento da substância.

Ácidos Graxos e Ômega-3 – São gorduras essenciais, que desempenham importantes funções no desenvolvimento e no funcionamento do cérebro e da retina. Como não são produzidas pelo nosso corpo, só podem ser obtidas por meio da ingestão de alimentos como linhaça, óleo de soja, chia, nozes, sardinha, atum, arenque, anchova, e algas marinhas. Esse tipo de gordura também contribui com o alívio do olho seco, um problema que acomete cerca de 50% da população. Em condições normais, os olhos têm uma camada gordurosa, composta por ômegas, entre outras substâncias. Dessa forma, a ingestão de suplementos do nutriente, principalmente à base de óleo de linhaça, ajudam o paciente que tem uma tendência ao ressecamento ocular.

 

 

 

 

Fonte: Portal dos Olhos