19 de Jun de 2019

Nova tecnologia promove uma solução imediata e de longa duração para casos crônicos da doença que afeta milhões de brasileiros

Você sabia que a Síndrome do Olho Seco está entre as principais razões para visitas ao oftalmologista? Conforme afirma a Associação dos Portadores de Síndrome do Olho Seco, estima-se que cerca de 20 milhões de brasileiros possuam disfunções oculares que causam a doença. Muitos sofrem anos ou a vida toda com esse desconforto e, em vários casos, nem têm conhecimento que possuem a síndrome. Agora, os pacientes do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem e do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) têm à disposição um tratamento pioneiro para esse problema.

"O olho seco afeta milhões de pessoas no Brasil, e seus sintomas têm se intensificado devido a fatores da vida moderna, como a poluição nas cidades, o uso excessivo de telas de computadores, smartphones e tablets, e os ambientes com ar condicionado. O E-Eye é o primeiro equipamento médico desenvolvido especificamente para tratar a Disfunção das Glândulas de Meibomius (DGM), responsável por cerca de 75% dos casos de Síndrome do Olho Seco", explica o Dr. Renan Ferreira Oliveira, oftalmologista.

A melhora com esse novo tratamento é percebida logo na primeira aplicação. "Era difícil abrir os olhos, por causa da extrema sensação de secura. Sinto que melhorou de 20% a 30% com essa primeira aplicação", conta Clara Aparecida da Silva, 55 anos, uma das primeiras pacientes a utilizar o novo método. Ela sofre com os sintomas há cerca de quatro anos, quando um câncer e consequentes doenças autoimunes, como lúpus e síndrome de Sjögren, agravaram o quadro de ressecamento dos olhos e outros órgãos. "Colírios não resolviam, fiz também outros tratamentos. Agora a expectativa é de melhora com as próximas sessões".

Por dentro do problema

O filme lacrimal é composto por três camadas: a mais superficial é oleosa (lipídica), além da aquosa (mais abundante) e da mucinosa (muco). As glândulas meibomianas produzem a camada lipídica e estão dispostas verticalmente, uma ao lado da outra, no interior das pálpebras superiores e inferiores. Quando ficam disfuncionais, essa camada torna-se mais fina, o que provoca instabilidade do filme lacrimal e maior evaporação da lágrima. Vem daí o termo: "olho seco evaporativo".

A menopausa/andropausa, o uso excessivo e contínuo de aparelhos eletrônicos como smartphones, a exposição frequente ao ar condicionado, a utilização continuada de lentes de contato e alguns medicamentos (diuréticos, anti-histamínicos, benzodiazepinas e anticoncepcionais) podem resultar em disfunções que acarretam a Síndrome do Olho Seco. A doença pode acometer pessoas de ambos os sexos e em qualquer idade, embora as mulheres sejam as mais afetadas.

As crises de DGM/blefarite são muito frequentes, levando tanto ao desconforto estético, com vermelhidão dos olhos, lacrimejamento e secreção clara, quanto funcional, manifestado por embaçamento visual, ardência e sensação de corpo estranho. "Os tratamentos convencionais são a prescrição de antibióticos via oral e tópicos (pomada e colírio) e lágrimas artificiais. No entanto, muitas vezes, após o término do ciclo terapêutico, os sintomas reaparecem", explica o Dr. Eduardo José Rocha. Por outro lado, com a nova tecnologia, os relatos mostram que, após a terceira e quarta sessões do E-Eye, há um longo período sem sintomas, que pode ultrapassar 2 anos.

Como funciona

Por meio da nova tecnologia de luz pulsada regulada de alta intensidade, o sistema E-Eye cria pulsos de luz policromática. O equipamento emite uma luz fria, não invasiva, e que não causa comprometimento do globo ocular. Ao ser aplicado na proximidade das pálpebras, esse pulso de luz estimula terminações nervosas das glândulas de Meibomius, favorecendo um aporte maior e melhor da secreção lipídica. O procedimento é rápido, em torno de 5 minutos.

De acordo com os estudos clínicos realizados na França, China e Nova Zelândia, cerca de 90% dos pacientes mencionam melhora dos sintomas e satisfação após duas aplicações. Quanto mais ciclos de tratamentos completos, maior será o período de eficácia terapêutica a ser observada.

Em apenas três aplicações – após a primeira, outras duas aos 15 e 45 dias –, o paciente já percebe uma diminuição nos sintomas de olho seco. "É clinicamente possível observar essa melhora. A nova tecnologia induz a restauração da função normal das glândulas de Meibomius. Após o tratamento com o E-Eye, pacientes têm relatado a diminuição do uso de colírios", comenta o Dr. Eduardo José Rocha.

Confira os sintomas que podem indicar a Síndrome do Olho Seco:

- Sensação de fadiga e ressecamento nos olhos ao utilizar computador, celular ou tablet. 

- Lacrimejamento frequentes.

- Olhos vermelhos, especialmente ao acordar e no fim do dia.

- Coceira constante.

- Sensibilidade à luz.

- Olhos ressecados e sensação de areia.

- Dificuldade para usar ou ressecamento das lentes de contato em poucas horas.

- Facilidade para contrair inflamações oculares. 

- Visão turva.

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Grupo Opty