16 de Fev de 2019

Tecnologia de luz pulsada elimina o olho seco evaporativo que cresce no  verão

O calor intenso do verão facilita a desidratação de todo o organismo e afeta até nossos olhos. Segundo o oftalmologista Dr. Leôncio Queiroz Neto isso explica porque nesta época do ano  uma das mais frequentes causas de consultas oftalmológicas é a síndrome do olho seco. “A disfunção atinge 12% da população”, comenta. Não é pouco. São cerca de 25 milhões de brasileiros na proporção de três mulheres para cada homem. “Na mulher a oscilação ou queda do estrogênio aumenta a predisposição ao olho seco”, observa. Isso porque, estes hormônios têm uma correlação com a produção do filme lacrimal que é formado por três camadas: aquosa, lipídica e proteica. Qualquer alteração em uma dessas camadas, explica, provoca a síndrome do olho seco. Por isso, depois da menopausa a população feminina forma o principal grupo de risco para desenvolver a doença. “Nem toda mulher desenvolve porque o distúrbio é multifatorial”,  pontua.

Causas

O oftalmologista ressalta que o filme lacrimal tem a função de proteger e alimentar a superfície dos nossos olhos. “Hoje todas as faixas etárias estão expostas ao ressecamento da lágrima”, afirma. A mais frequente causa ambiental do olho seco é o uso prolongado do computador, tablet ou celular. Dois estudos conduzidos por Queiroz Neto mostram que a fadiga visual e o ressecamento da lágrima atingem 75% das pessoas com até 40 anos de idade que permanecem por mais de duas horas olhando para uma tela eletrônica e 90% dos que têm idade superior. Outra variável ambiental importante, observa, é o uso de lente de contato, principalmente do tipo gelatinosa que absorve mais lágrima que as rígidas.

No verão, ressalta, o hábito de tomar pouca água, permanecer muito tempo em ambientes com ar condicionado, tomar sol sem proteger os olhos e praticar atividades físicas em ambientes poluídos também facilitam a maior evaporação da lágrima. Os sintomas do olho seco elencados pelo médico são: vermelhidão, ardência, visão embaçada, coceira, e maior sensibilidade à luz. Se a síndrome não for tratada logo no início, adverte, a falta de lubrificação da superfície ocular pode causar na córnea cicatrizes, ceratite (inflamação) e agravamento do ceratocone, além de facilitar o aparecimento de conjuntivite e alergia.

Novo tratamento

A boa notícia é que que a mais nova terapia para tratar o olho seco é uma tecnologia de luz pulsada que estimula a glândula de Meibômio a produzir a camada lipídica da lágrima. Relatório da Association for Research in Vision and Ophthalmology (ARVO) revela que a maior causa do olho seco no mundo todo é justamente uma disfunção nesta glândula que diminui a produção da camada gordurosa do filme lacrimal. “É esta parte da lágrima que regula sua evaporação. Isso explica porque quanto mais avançada é a idade, maior o desconforto visual nas telas eletrônicas. O médico destaca que a nova tecnologia já é utilizada em 40 países e alivia o olho seco logo após a primeira sessão. São necessárias três sessões, sendo uma por mês.

O oftalmologista ainda ressalta que as principais vantagens da luz pulsada são: combater a causa da disfunção, melhorar a produtividade, diminuir o custo do tratamento a longo prazo, e a irritação do olho causado pelo uso compulsivo de colírios lubrificantes que contêm conservante.

Prevenção

As dicas do especialista para prevenir o ressecamento dos olhos são:

No computador, tablet e celular - Descanse os olhos 5 minutos/hora olhando para um ponto distante e pisque voluntariamente.

Aumente o consumo de água no período menstrual e na pós-menopausa - Isso porque, o estrogênio e a progesterona influenciam a hidratação do corpo.

Mantenha o diabetes sob controle - A alta da glicose na corrente sanguínea faz com que o portador de diabetes urine mais. Por isso, se você tem diabetes acompanhe os níveis de glicemia no sangue com seu médico. Além de evitar o olho seco e a desidratação, previne o aparecimento da retinopatia diabética que pode cegar.

Fique alerta aos efeitos colaterais de medicamentos - Se você faz tratamento com diurético, usa com frequência antialérgicos que ressecam os olhos, toma pílula anticoncepcional ou faz TRH (Terapia de Reposição Hormonal), a recomendação médica é reforçar o consumo de água.

Controle o estresse: Para evitar o esgotamento das glândulas suprarrenais que respondem pela produção do hormônio aldosterora. Suprarrenais esgotadas diminuem a produção deste hormônio cuja função é regular os níveis de líquido no corpo.

Evite bebidas alcoólicas e outros alimentos com efeito diurético como a salsa, agrião, sementes de aipo e dente de leão.

Consuma cinco porções de frutas e verduras ao dia. Se o consumo for menor beba mais água.

Inclui fontes de ômega 3 na dieta - sardinha, salmão, bacalhau e semente de linhaça.

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação go Instituto Penido Burnier