17 de Dez de 2018

Oftalmologista indica sintomas e como tratá-los

menopausa

A menopausa é um período marcado por mudanças hormonais e que provoca alterações no organismo das mulheres. Nessa fase, é indispensável fazer um acompanhamento médico para diagnóstico de problemas que podem ocorrer com a saúde, inclusive oculares. “O oftalmologista pode ajudar a mulher nessa etapa e verificar se as mudanças hormonais provocam síndrome do olho seco, sensibilidade à luz, coceira nos olhos ou mesmo catarata precoce”, explica a oftalmologista Dra. Adriana Valença. O acompanhamento médico pode corrigir esses ou outros problemas oculares diagnosticando-os precocemente e minimizando os incômodos sintomas.

Segundo a Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR), as chances de a mulher desenvolver a catarata aumentam na menopausa. “Isso pode acontecer porque o organismo interrompe a circulação de estrogênio (hormônio feminino) alterando uma das camadas que formam o cristalino (lente natural do olho), que também precisa deste hormônio para bloquear a produção de uma proteína que causa a catarata”, explica Dra. Adriana. Alguns especialistas inclusive prescrevem reposição hormonal para impedir o desenvolvimento da catarata.

Se você está na menopausa, é preciso ficar atenta aos primeiros sintomas da catarata, dentre eles a médica aponta, no início, perda discreta da qualidade da visão, diminuição da acuidade visual noturna e visão desbotada das cores. Já na progressão da catarata, a visão passa a ficar mais turva e embaçada. “Por isso, coisas que a mulher costumava fazer de forma rotineira como ler, assistir à TV ou caminhar, podem ficar mais difíceis por conta do avanço da catarata”, relata a oftalmologista.

Diagnóstico

Identificar a olho nu a catarata não é comum e, no início, pode não ser percebida com facilidade pelos portadores. “Somente o oftalmologista pode solicitar os exames que são necessários para a confirmação do diagnóstico, assim como indicar o melhor procedimento para o tratamento”, orienta Dra. Adriana. O desenvolvimento da catarata pode até não ter correlação direta ou ser efeito da menopausa, mas é um fato que merece atenção, uma vez que a doença tem solução acessível à população e cura.

Sobre a catarata

Trata-se de uma doença multifatorial, pois resulta de diversos fatores que podem ser genéticos ou ambientais. A mais comum é denominada senil, causada pelo envelhecimento do cristalino, que perde a transparência pela idade. Mas existem casos em que a doença é associada a mudanças no metabolismo, provocada por diabetes mellitus e uveíte (inflamação em partes internas do olho), além de tabagismo, alcoolismo, uso de corticoides ou traumas oculares. Dependendo da causa, a catarata pode se manifestar em um dos olhos apenas. Nos casos em que está relacionada à idade, doenças sistêmicas ou ao uso de

corticoides, aparece nos dois olhos de forma assimétrica, ou seja, pode estar mais avançada em um deles. Para o tratamento, a única solução é a cirurgia. O método mais usado é a facoemulsificação, que permite a retirada do cristalino opaco e a substituição por uma lente intraocular.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Instituto de Olhos do Recife,