22 de Set de 2018

Em 20% dos casos, inflamação ocular é a primeira manifestação da esclerose múltipla

Em 30 de agosto é realizado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, doença neurológica, crônica e autoimune, na qual as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Um dos sintomas comuns dessa doença é a visão turva, ocasionada em sua maioria pela neurite óptica, que é o processo inflamatório no nervo óptico, estrutura responsável por conduzir as imagens da retina ao cérebro. "Vale lembrar que, apesar de a neurite óptica poder indicar um quadro de esclerose múltipla, não significa automaticamente que a pessoa tem ou vai ter a esclerose, já que a neurite óptica também pode ocorrer isoladamente, por exemplo, após infecções virais ou bacterianas sistêmicas ou processos autoimunes derivados de doenças reumatológicas.”, explica o Dr. Natanael de Abreu Sousa, neuroftalmologista. “Somente a partir de um exame oftalmológico completo, associado a análises laboratoriais e de neuroimagem, é que o paciente terá o diagnóstico correto”, complementa.  

O tratamento da neurite óptica pode incluir corticoesteróides intravenosos ou imunossupressores para controlar a inflamação. Em geral, a perda da visão se recupera integral ou quase totalmente em torno de quatro a 12 semanas. A neurite óptica geralmente acomete adultos jovens, entre 20 e 45 anos de idade. Os sintomas incluem diminuição súbita da visão, embaçamento das imagens, mancha escura no centro do campo de visão, redução do brilho e desbotamento das cores, podendo ainda apresentar dores ao movimentar os olhos.

Aproximadamente 40% dos pacientes que apresentam neurite óptica desenvolvem esclerose múltipla ao longo do tempo, sendo que, em 20% dos casos de esclerose múltipla, a neurite óptica é a primeira manifestação da doença. “Nos indivíduos que têm como primeira manifestação da esclerose múltipla um quadro de neurite óptica, o acompanhamento precoce – e em conjunto entre um oftalmologista e um neurologista – é o mais indicado para prevenir ou amenizar as sequelas e o avanço da doença. Com cuidado especializado, é possível um bom prognóstico no longo prazo e ter uma doença mais branda e controlada, preservando a qualidade de vida do paciente”, conclui o neuroftalmologista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Grupo Opty