23 de Mai de 2018

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Um novo colírio desenvolvido por pesquisadores da Universidade Bar-Ilan e Centro Médico Shaare Zedek (Israel) pode melhorar a visão de quem tem miopia e hipermetropia. Até agora, porém, o produto só foi testado nas córneas de porcos.

O colírio promete ser uma nova forma de corrigir problemas de refração da luz na córnea, com ajuda da nanotecnologia. O pesquisador David Smadja, do Shaare Zedek, afirma que o colírio tem potencial de também ajudar em outros problemas na córnea, e até substituir lentes multifocais, permitindo que as pessoas que dependem desse tipo de lente possa focalizar objetos em diferentes distâncias.

A nanotecnologia funciona da seguinte forma: os pacientes usariam um aplicativo no celular para medir a refração dos olhos e criar um padrão de laser. Esse padrão seria “estampado” na superfície da córnea. Smadja não disse por quanto tempo esse colírio teria que ser aplicado para corrigir a córnea de uma pessoa ao ponto de tornar os óculos ou lentes desnecessários.

Antes que o colírio possa passar para a próxima fase de testes e ser usado em humanos, é necessário resolver alguns problemas. Um deles é determinar com segurança se os componentes do colírio não são tóxicos para humanos, e outro é determinar a quantidade necessária que deve ser aplicada para que faça alguma diferença. Os pesquisadores acreditam que até o final de 2018 os testes em humanos serão possíveis.

Caso este tratamento seja aprovado, ele poderá mudar a vida de muita gente, já que a estimativa da Academia Americana de Oftalmologia é que metade da população global terá miopia em 2050. A metanálise calcula que em 2020 haverá 27,7% de míopes no Brasil e 42,1% nos Estados Unidos.

Falta de atividade ao ar livre pode aumentar miopia

Um dos fatores responsáveis pelo aumento do número de casos no mundo todo é o uso intenso de computadores e outras tecnologias. Outro fator é a vida na cidade, que faz com que a maioria das pessoas passe o dia dentro de salas pequenas e não utilize a visão para longe. Quem vive em ambiente urbano tem mais do dobro de chances de desenvolver o problema.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Hypescience