23 de Mai de 2018

Profissionais da Fundação Dorina ressaltam a importância da inclusão das pessoas com deficiência visual e dão orientações básicas para quem quer ajudar uma pessoa cega ou com baixa visão

Todas as pessoas com deficiência visual sempre precisam de ajuda?

Essa é uma dúvida comum que muitos tem na hora de oferecer auxílio às pessoas com deficiência. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e seis milhões com baixa visão. Para esclarecer essas e outras dúvidas, especialistas da Fundação Dorina Nowill para Cegos reforçam que as pessoas com deficiência visual necessitam que o ambiente seja o mais acessível possível para exercerem sua autonomia e independência e, além disso, pontuam algumas orientações básicas de convívio com pessoas com deficiência visual.    

Segundo Edson Defendi, assessor de Serviços de Apoio à Inclusão da Fundação Dorina, nem sempre as pessoas cegas ou com baixa visão precisam de ajuda, porém o apoio e o auxílio podem acontecer quando uma pessoa cega, mesmo reabilitada, vá fazer a travessia de ruas, por exemplo. "Para iniciar o contato, é importante se apresentar e perguntar se a pessoa precisa ou deseja auxílio. Caso sua ajuda como guia seja aceita, ofereça o braço na altura acima do cotovelo para a pessoa com deficiência visual segurar. O guia vidente deve ficar um passo à frente da pessoa com deficiência visual, já que ela irá acompanhar o movimento do corpo do guia enquanto anda", explica. Ainda, de acordo com Defendi, é sempre importante avisar caso tenham degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto.

Caso tenha convivêcia com algum cego, uma dica importante é nunca deixar uma porta entreaberta. "As portas devem estar totalmente abertas ou completamente fechadas. Além disso, deixe os corredores livres de obstáculos e avise-a se a mobília for mudada de lugar", alerta. "Durante o diálogo com uma pessoa com deficiência visual é fundamental se direcionar diretamente para falar com ela e não com seu acompanhante e ao afastar-se dela, o ideal é avisar para que ela não fique falando sozinha", reforça Defendi.

Para as pessoas que nasceram com deficiência visual ou perderam a visão retornarem à sua rotina e sentirem-se incluídas, a Fundação Dorina promove, por intermédio de programas de reabilitação psicossocial, a autonomia e a independência para que elas mantenham suas atividades diárias respeitando suas necessidades individuais e sociais. Além de todo esse cuidado que a instituição tem, Edson Defendi reforça que muitas vezes a ajuda precisa ser dada à sociedade no sentido de promover maior compreensão sobre as reais necessidades dessas pessoas e implementar a acessibilidade necessária. "O principal apoio deve acontecer no sentido de promover o máximo possível de autonomia, que acontecerá à medida que a acessibilidade ambiental contribuir para esse processo", conclui.    

Sobre a Fundação Dorina para Cegos  

A Fundação Dorina Nowill para cegos atua há 70 anos para facilitar a inclusão de crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão, por meio de serviços gratuitos e especializados de reabilitação, educação especial, clinica de visão subnormal e programas de empregabilidade. A instituição é referência na produção de livros e revista acessíveis nos formatos braile, falado e Daisy, distribuídos gratuitamente para pessoas com deficiência visual e para mais de 2500 escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil. Saiba mais em www.fundacaodorina.org.br 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação da Fundação Dorina Nowill