23 de Nov de 2017

O estresse é um dos maiores males da humanidade no mundo moderno. Embora não seja considerado uma doença, pode ocasionar cansaço corporal e mental, sendo necessário ser controlado, afinal, dependendo do seu nível, pode impactar negativamente na qualidade de vida. Mas você sabia que nossos olhos também podem dar sinais de estresse? Dores de cabeça, irritação, sensação de cansaço, visão turva, coceira e ardência, são sintomas que, quando passam a ser constantes, podem apontar para um quadro de fadiga ocular, uma enfermidade que atinge tanto os usuários de óculos quanto os não usuários.

Quando os olhos se concentram em um objeto por muito tempo, seja por um período prolongado de leitura, assistindo televisão ou focalizando objetos a curta distância como computadores, eles fazem ajustes imperceptíveis e incontroláveis para obter o foco. "Esses ajustes são denominados microflutuações da acomodação visual e são realizados por meio das contrações de um músculo dentro dos olhos. Ou seja, assim como todo músculo, qualquer esforço contínuo leva ao estresse das funções oculares e ao cansaço. Desta forma, o olho pode ficar incapaz de promover o foco exato, ocasionado os sintomas de fadiga ocular", explica o oftalmologista Dr. Richard Yudi Hida.

Há também outro ponto a ser considerado quando se trata da fadiga ocular. O ambiente em que as atividades são desempenhadas também pode ser um fator negativo sobre o conforto visual. "A qualidade e a quantidade de iluminação ambiente, poeira, fumaça de cigarro, poluição, ar condicionado ou ventilação, são alguns agravantes", complementa o médico.

Espasmo palpebral

Você sabia que sintomas como tremor ou contrações involuntárias das pálpebras podem ser um alerta de que o corpo está no auge do cansaço ou estresse? De acordo com o Dr. Richard, esses tremores, chamados de mioquimia das pálpebras, indicam que algo relacionado ao estresse não está bem. "Nos olhos, a mioquimia pode estar relacionada diretamente ao estresse, altos níveis de ansiedade, fadiga, excesso de trabalho ou cafeína, e falta de sono. Ao contrário do que muitos pacientes acreditam, geralmente não está relacionada a doenças oculares", esclarece.

No entanto, ainda segundo o médico, é indispensável sempre estar atento a estes espasmos, pois, dependendo do caso, também podem ser sinal de cansaço ocular relacionado a microcomputadores ou mudanças de grau dos óculos. "É fundamental buscar ajuda médica especializada sempre que o indivíduo sentir que algo não está normal", alerta Hida.

Dicas

Medidas simples podem minimizar a fadiga ocular. Confira abaixo:

- Utilize umidificadores de ar no ambiente de trabalho ou coloque sobre a mesa do escritório um copo com água. Isso aumentará um pouco a umidade local;

- Descanse os olhos entre 1 a 2 minutos a cada 2 ou 3 horas. Feche os olhos, pisque bastante de forma completa e olhe para o horizonte numa distância maior do que 6 metros;

- Verifique a iluminação adequada para o local de trabalho, como os reflexos na mesa, objetos e tela do monitor. Se puder, aumente a frequência de varredura do monitor;

- Verifique sempre se a cadeira e a mesa estão em posições onde a coluna fique ereta e confortável, e os ombros e o pescoço relaxados. Procure colocar o computador abaixo do nível dos olhos e o teclado o mais próximo do monitor;

- Procure aumentar a frequência de piscadas. O ato de piscar é involuntário, porém, diante de computadores, piscamos cinco vezes menos que o habitual;

- Evite pingar colírios sem orientação médica. É de extrema importância solicitar para seu médico oftalmologista colírio para cada tipo de atividade no trabalho;

- Realize compressas geladas com água filtrada ou mineral durante alguns minutos;

- Se as condutas acima não resolverem de forma eficiente, não existe outra forma de descansar a vista a não ser descansar o corpo. Geralmente, quando o corpo está cansado por atividade excessiva, falta de sono ou estresse físico ou mental, nenhuma dessas medidas resolvem. Sendo assim, procure descansar o corpo e a mente.

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Dr. Richard Yudi Hida