23 de Nov de 2017

Médicas do IOR reforçam a necessidade de consultar oftalmologista desde a primeira infância

Exame

Desde o nascimento, a criança precisa fazer alguns exames médicos que são fundamentais para garantir a saúde dos olhos. O primeiro deles é o teste do olhinho, que deve ser realizado de preferência por um oftalmopediatra, nos 30 primeiros dias de vida. O exame é indolor e dura menos de um minuto. O médico emite uma luz nos olhos da criança com um oftalmoscópio. Se o reflexo das pupilas ficar vermelho, laranja ou amarelo significa que está tudo bem. Caso exista alguma alteração e o reflexo ficar esbranquiçado, o bebê terá de passar por novos exames para determinar se tem algum problema na visão.

A comparação dos reflexos dos dois olhos também fornece informações importantes, como diferenças de grau entre olhos. Já a descontração do reflexo de luz pode indicar estrabismo. “Por meio do teste conseguimos prevenir e diagnosticar doenças como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma, infecções, traumas de parto e a cegueira”, explica a Dra Kátia Dantas, especialista em oftalmopediatria. Outras patologias que podem ser diagnosticadas no teste do olhinho são as anisometropias (grande diferença de grau entre os olhos), bem como a obstrução congênita do canal lacrimal, que em 95% dos casos é tratada clinicamente através de massagens.

Bebês prematuros merecem atenção redobrada, pois podem desenvolver retinopatia da prematuridade, uma das principais causas de cegueira evitável no mundo. “Por isso, deve-se levar a criança para realizar exames de rotina, evitando a progressão da doença”, orienta a oftalmologista. Para se descobrir o retinoblastoma, um dos mais comuns tumores oculares da infância, um dos sinais que pode ser observado pelos pais é a pupila branca (leucocoria). A médica explica que se tratado precocemente, há uma alta incidência de cura. Vale lembrar que, desde junho de 2010, o pagamento do teste do olhinho por todos os planos de saúde é obrigatório, sob a determinação da Agência Nacional de Saúde.

Infância

Se a criança se aproxima demais dos objetos, coça os olhos, lacrimeja ou se queixa de tontura ou dor de cabeça constante, é indispensável consultar o oftalmologista. “É importante que os pais tenham a iniciativa de levar os filhos ao oftalmologista, porque, na maioria das vezes, eles não reclamam de nada”, explica a oftalmopediatra Ana Carolina Collier, que também atende no IOR.

Até os 6 anos de idade é recomendado que a criança vá ao oftalmologista anualmente. “Por volta dos 3 anos o teste é mais subjetivo, pois a criança não informa o que sente, porém podemos diagnosticar os problemas através de exames específicos para essa faixa etária”, diz a médica. Dependendo do caso, o pequenino deve voltar ao consultório com frequência maior. Doenças mais comuns, como astigmatismo, miopia ou hipermetropia, são as principais causas das idas ao oftalmologista. Outro problema bastante diagnosticado na infância é o estrabismo, que quando não tratado adequadamente e no tempo certo, pode ser uma das principais causas de cegueira monocular.

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto de Olhos Recife