26 de Set de 2017

Pesquisa inédita aponta alimentos que diminuem os efeitos das telas eletrônicas sobre a saúde dos olhos

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Quem passa horas trocando mensagens eletrônicas, navegando pela internet ou redes sociais conhece bem a síndrome da visão do computador. Olhos vermelhos, visão embaçada, dor de cabeça e perda do sono são os principais sintomas que atingem todas as faixas de idade. Para o oftalmologista Dr. Leôncio Queiroz Neto é o mal do século. Estudos conduzidos pelo especialista mostram que quanto maior a idade, mais frequente é a síndrome. Apesar de ter uma prevalência de 75% no país, atinge 30% das nossas crianças e salta para 90% dos brasileiros com mais de 40 anos.

O oftalmologista explica que a causa desta diferença é o maior esforço visual para fixar as imagens próximas conforme envelhecemos. Isso porque, a partir dos 40 anos nosso cristalino perde o poder de acomodação que é a capacidade de focar a todas distâncias. O resultado é a presbiopia, redução da visão de perto que é mais exigida na frente do celular, tablet ou computador.

O risco da luz azul

"Hoje a maior preocupação médica com a vida digital é o aparecimento precoce da catarata e principalmente da degeneração macular, maior causa de cegueira definitiva no mundo que afeta a porção central da retina", afirma. O oftalmologista alerta que já está comprovada a maior chance de desenvolvermos estas doenças. por conta da alta exposição à luz azul emitida pelas telas eletrônicas.

A boa notícia é que uma pesquisa pioneira recém publicada pela Universidade de Geórgia (EUA) mostra que o consumo de dois nutrientes, luteína e zeaxantina, reduz o risco de degeneração macular em até 30%. O médico explica que estas substâncias são responsáveis pela pigmentação da mácula e inibem a formação de radicais livres, principal gatilho para a degeneração celular.

A diminuição do risco de contrair a doença foi comprovada por exames de visão de contraste e de densidade óptica do pigmento macular que funciona como defesa da visão de detalhes. Foram realizados após 3 e 6 meses de suplementação alimentar com 30 mg destes nutrientes em um grupo de 47 jovens saudáveis. Os participantes também relataram melhora do sono, diminuição da dor de cabeça e da fadiga visual.

Crianças têm olhos mais sensíveis

Queiroz Neto afirma que o risco da exposição à luz azul das telas eletrônicas é maior entre crianças. Isso porque, na infância a pupila maior e o cristalino mais transparente filtram menor quantidade desta luz e isso pode elevar a predisposição das novas gerações à degeneração macular.

Não quer dizer que seja necessária suplementação alimentar para proteger os olhos da criança. A educação alimentar desde cedo evita muitos problemas de saúde. As principais fontes de luteína elencadas pelo médico são as folhas verde-escuro, gema de ovo e ervilha. Já a zeaxantina é encontrada no milho, pimentão amarelo, laranja e abóbora que devem fazer parte da dieta de toda a família.

O oftalmologista também alerta que muitas crianças abusam das engenhocas eletrônicas nas férias e acabam desenvolvendo a miopia acomodativa por excesso de esforço para enxergar de perto. Por isso recomenda aos país que levem as crianças ao oftalmologista antes da volta às aulas, para que o segundo semestre não seja comprometido por problemas de visão. O uso de óculos melhora o rendimento escolar de 1 em cada 2 crianças, conclui. 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto Penido Burnier