23 de Nov de 2017

A cada 7 minutos, implante de lente livra uma pessoa no mundo de usar óculos. Além da visão nítida, a economia é um dos motivos

ablation

De todos os vícios de refração - miopia, hipermetropia, astigmatismo - a miopia, dificuldade de enxergar à distância, é a que mais cresce no Brasil. Pioneiro em detectar o aumento do risco de miopia entre crianças que  usam o computador e outras tecnologias por mais de três horas ininterruptas/dia, o oftalmologista Dr. Leôncio Queiroz Neto afirma que este crescimento pode ter influência do esforço visual para perto imposto pela vida digital. 

O especialista ressalta que a alta miopia já é uma preocupação internacional. Isso porque pode desencadear doenças oculares graves como glaucoma, retinopatia e descolamento da retina.  No Brasil atinge 10% dos míopes. Somando todos os vícios de refração os altos graus atingem 3,5% da população ou 7 milhões de brasileiros, conforme o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

"O implante de uma lente fácica que mantém o cristalino do olho é a única tecnologia que elimina a alta miopia, hipermetropia e astigmatismo", afirma.

Ele explica que esta lente corrige até 20 graus de miopia, 10 de hipermetropia e 6 de astigmatismo. A técnica, comenta, também é indicada para  quem tem olho seco, córnea fina ou ceratocone. 

A  estimativa é de que a cada 7 minutos esta lente livra uma pessoa dos óculos no mundo. Um dos motivos é o econômico. Este foi o caso de um paciente de Queiroz Neto. "Tinha de trocar as lentes dos óculos todo ano por causa da alta temperatura do meu ambiente de trabalho. Em quatro anos gastava R$ 8 mil nessas trocas. Isso acabou porque a lente fica dentro do olho. Além de enxergar bem melhor, estou fazendo uma boa economia", conta. 

"A nitidez da visão está relacionada ao material biocompatível e à estabilidade do implante que funciona em conjunto com as estruturas oculares. Como na cirurgia de catarata quem passa por este implante não sente a lente no olho", esclarece o médico.

Cirurgia

O procedimento é ambulatorial e realizado com anestesia tópica. Queiroz Neto explica que é feita uma pequena incisão na borda externa da córnea por onde é inserida a lente dobrada na câmara posterior ou na câmara anterior do olho, de acordo com o modelo de lente determinado pelo cirurgião. O procedimento não retira tecido da córnea como acontece na cirurgia refrativa a laser. Por isso, pode ser feito em córneas finas. 

Indicações

Podem fazer a cirurgia:

Pessoas com idade entre 21 e 45 anos.

Estabilidade de grau há um ano.

Profundidade mínima da câmara anterior, espaço entre a córnea e a íris, de 2,8 mm para evitar a morte das células da camada interna córnea, o endotélio.

Boa densidade celular do endotélio, camada internada córnea

Contraindicações e riscos

O oftalmologista explica que a lente fácica é contraindicado para:

Gestantes porque na gravidez os hormônios fazem com que a refração se torne instável.

Portadores de glaucoma ou casos da doença na família, porque o implante reduz o espaço da câmara posterior do olho e pode induzir ao aumento da pressão intraocular nestes grupos.

Diabéticos porque pode acelerar a retinopatia diabética.

Queiroz Neto destaca que quem passa pela cirurgia deve consultar o oftalmologista a cada seis meses no primeiro ano após o procedimento e a cada ano posteriormente. "As consultas periódicas são essenciais porque a lente pode ser retirada caso seja diagnosticado qualquer problema relacionado ao implante que coloque a visão em risco", conclui.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto Penido Burnier