18 de Ago de 2017

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(Imagem: Pixabay)

No dia 26 de maio é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge até 2% da população mundial acima dos 40 anos. No Brasil, estima-se que o problema afete cerca de 1 milhão de pessoas. Essa também é uma das principais causas de cegueira evitável.

“Conscientizar a população em geral sobre a importância do diagnóstico precoce da doença é um dos principais objetivos do Dia Nacional de Combate ao Glaucoma”, afirma a oftalmologista Dra. Fábia Helena Crespo.

“O glaucoma é uma doença silenciosa, ou seja, o paciente não percebe nenhum sintoma, mas o problema leva à perda visual progressiva. É a principal causa de cegueira irreversível no mundo. A consulta com o oftalmologista é a única maneira de fazer o diagnóstico e tratamento precoce, que são fundamentais para preservação da visão”, completa Dra. Fábia Helena.

Ainda segundo a OMS, quase 90% das pessoas cegas vivem em países do terceiro mundo. Para a oftalmologista Dra. Kátia Mello, faltam informações e serviços básicos relacionados à saúde ocular para as pessoas mais carentes. Ela destaca que iniciativas que conscientizem a população são fundamentais para esclarecer as dúvidas e, com isso, ajudar no combate à doença.

O glaucoma é causado pela lesão do nervo óptico relacionada à pressão ocular alta e pode se manifestar de duas formas: crônica ou aguda. No glaucoma crônico, há a perda de visão periférica, devido a lesões nas fibras dos nervos originados na retina, causadas, principalmente, pela pressão interna do olho alta. Já quando agudo, a pressão do olho torna-se extremamente alta, podendo causar perda súbita e grave da visão. Embora raramente apresente sintomas, nos casos agudos, o paciente pode sentir fortes dores de cabeça, enjoo, dor ocular e fotofobia.

Para quem tem histórico de glaucoma na família, o exame preventivo é imprescindível. Também fazem parte do grupo de risco os portadores de diabetes; os míopes e hipermétropes; os maiores de 60 anos; e negros, principalmente com mais de 40 anos de idade.

O diagnóstico é feito através de exames, que atualmente incluem: medição do campo visual; acuidade visual; resposta do reflexo da pupila; teste de tonometria para medir a pressão ocular; gonioscopia (uso de lentes especiais para verificar os canais de circulação do ângulo); imagens do nervo óptico; exame retinal; exame com lâmpada de fenda. Um dos mais recentes exames complementares é a Tomografia de Coerência Óptica (OCT). Ele permite uma avaliação mais detalhada do nervo óptico e da camada de fibras nervosas da retina, estruturas que sofrem os danos do glaucoma, produzindo imagens com alta resolução e reprodutibilidade.

O tratamento inclui o uso de medicamentos, como colírios, ou cirurgias, dependendo do caso. O objetivo é reduzir a pressão ocular.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Centro da Saúde Ocular Kátia Mello