27 de Jun de 2017

Glaucoma

Neste mês, comemora-se o Dia Nacional do Glaucoma, doença degenerativa do nervo óptico, normalmente associada ao aumento da pressão intraocular. O Instituto de Olhos do Recife aproveita a data (26/05) para lembrar a importância do diagnóstico precoce da patologia, que é a segunda principal causa da cegueira no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O glaucoma acomete, hoje, mais de um milhão de brasileiros acima de 40 anos.

Pesquisas indicam que pessoas negras têm três vezes mais probabilidade de desenvolver glaucoma de ângulo aberto do que indivíduos brancos. O de ângulo estreito atinge mais os orientais. “Por irem mais ao médico, as mulheres acabam sendo diagnosticadas mais precocemente. Muitos homens, por sua vez, só vão ao oftalmologista quando têm algum desconforto visual e descobrem a patologia quando já está em um estágio avançado, o que dificulta o tratamento”, comenta o Dr. Roberto Galvão Filho. A cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos no mundo.

Outra pesquisa da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), divulgada em 2013, reforça essa constatação. Segundo esse trabalho, 80% das pessoas que têm glaucoma só procuram o oftalmologista depois de perceber alterações como perda de visão, olhos vermelhos, desconforto e embaçamento. “Infelizmente, o glaucoma é assintomático. A perda visual só ocorre em fases mais avançadas, por isso é importante ficar alerta, pois se o tratamento não for feito logo a cegueira é irreversível”, alerta Galvão Filho. Daí a necessidade de ir ao oftalmologista e fazer exames regularmente. “Antes dos 40 anos, o paciente deve ir a cada dois ou quatro anos. Após essa idade, a revisão deve ser feita uma vez por ano ou, no máximo, a cada dois anos”, reforça.

Risco

O médico também destaca alguns fatores de risco que devem ser levados em consideração pelo paciente. Por exemplo, se ele tem casos de glaucoma na família, se tem hipertensão arterial, diabetes ou miopia. Quem está em algum desses grupos deve consultar o oftalmologista uma vez ao ano, pois o diagnóstico precoce sempre auxilia no tratamento. “Pelo fato do glaucoma ser hoje melhor divulgado, as pessoas têm nos procurado mais cedo, mas ainda há pacientes que adiam e acabam tendo mais dificuldades no controle da doença. Muitas vezes, eles só percebem que têm áreas ‘cegas’ na visão depois do nervo óptico ter sofrido danos irreversíveis”, comenta Galvão filho. Segundo a OMS, pelo menos 80% dos casos não tratados evoluem para a perda total da visão.

Tratamento

O glaucoma deve ser abordado o mais cedo possível, com a redução da pressão intraocular. O tratamento é feito inicialmente com colírios, que são capazes de controlar cerca de 85% dos casos. “Quando não funciona, podemos usar laser ou cirurgia tradicional, ambos com alto índice de sucesso”, explica Galvão Filho. A evolução maior, no aspecto cirúrgico, tem sido a introdução dos dispositivos intraoculares de redução da pressão. “São microtúbulos que, implantados dentro do olho, redirecionam e potencializam o fluxo de saída do liquido intraocular, reduzindo a pressão”, revela. O glaucoma não tem cura, mas com o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado, pode ser controlado e o paciente levar uma vida absolutamente normal e plena.

Hábitos que aumentam a qualidade de vida sejam eles alimentares, de exercícios ou emocionais também ajudam a combater o glaucoma. “Exercícios aeróbicos, como a natação, por exemplo, podem reduzir a pressão ocular. De um modo geral, a prática regular de esportes ajuda na prevenção e no controle da doença”, comenta Galvão. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria deComunicação do IOR