22 de Nov de 2019

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O glaucoma é uma doença ocular que representa uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Aproximadamente, uma em cada duzentas pessoas acima de trinta e cinco anos tem sua visão ameaçada por esta doença. Se detectada precocemente, a cegueira secundária ao glaucoma pode ser evitada. Saiba mais sobre o assunto com o oftalmologista Francisco Lima.

 

Como se manifesta o glaucoma?

Quando vemos um objeto, a imagem é transmitida do olho ao cérebro através do nervo da visão, ou seja, do nervo óptico. Esse nervo funciona como um cabo elétrico, contendo cerca de um milhão de fios que levam a mensagem visual lateral ou periférica e também a visão central, usada para leitura.

O glaucoma pode destruir gradativamente esses "fios elétricos", causando pontos cegos na área de visão ou campo visual. As pessoas geralmente não sentem dor e raramente notam as áreas cegas, até que considerável e irreversível dano ao nervo óptico tenha ocorrido. Se todo o nervo for destruído, isso resultará em cegueira total e definitiva.

Quais as causas?

Não existe uma causa única responsável pelo glaucoma, e sim vários fatores de risco para a doença. O principal fator de risco para o desenvolvimento do glaucoma é a pressão intraocular elevada.

Quais os sintomas?

O glaucoma não apresenta sintomas. O nervo óptico não apresenta ramificações de dor, por isso o paciente fica anos sem perceber que está perdendo campo de visão. Aconselhamos pessoas com mais de 40 anos ou que tenham história de glaucoma na família a fazer exames oftalmológicos anualmente. Caso o paciente tenha algum sinal suspeito de glaucoma, o médico irá solicitar exames mais específicos. Por não apresentar sintomas, o diagnóstico precoce é importante.

Tem tratamento?

Glaucoma tem tratamento. Há três tipos: uso de colírios, aplicações de laser e cirurgia.

Geralmente, o tratamento inicial e mais frequente é à base de medicamentos (colírios). A finalidade principal nesse caso é reduzir a pressão intraocular, seja pela diminuição da produção do humor aquoso ou pelo aumento da saída desse líquido do olho.

O tratamento a laser e a cirurgia são especificamente indicados pelo médico de forma personalizada. Cada paciente é um caso e cada caso tem seu tratamento e resposta, culminando com os casos de glaucomas refratários (aqueles que, apesar de terem sido tratados de diversas formas, permanecem com a pressão intraocular elevada).

Quando a pressão intraocular não reduz com a ação de vários tratamentos, há a opção da cirurgia de Ciclofotocoagulação Endoscópica, assunto que tenho tratado há vários anos com a criação de uma técnica dentro desse procedimento. Os resultados são animadores.

Importante também frisar que um paciente glaucomatoso deve ter atenção especial com sua saúde ocular durante toda a vida, assim como um paciente com diabetes ou hipertensão arterial sistêmica.

É verdade que a cafeína pode influenciar no desenvolvimento da doença?

Um estudo na Austrália mostrou que a pressão ocular é, em média, 15 a 20% mais alta em pessoas que tomam café do que naquelas que não tomam. E quando analisados somente os participantes que tomam café diariamente, a pressão dos olhos se mostrou mais alta naqueles que consomem mais café (>200mg de cafeína/dia) quando comparados aos que consomem menos (<200mg de cafeína/dia).

E o tabagismo?

Não existe uma relação direta entre tabagismo e o desenvolvimento de glaucoma. Mas o hábito de fumar causa aumento da pressão intraocular. Estudos mostram que a pressão intraocular é mais alta em pessoas que fumam quando comparada às que não fumam.

Remédios com cortisona podem influenciar?

Sim. Muitas pessoas apresentam elevação significativa da pressão intraocular após uso de cortisona, principalmente por períodos prolongados. Como a maior parte dos pacientes não apresenta sintomas, é importante que o clínico o encaminhe ao oftalmologista para avaliação. O maior problema são olhos predispostos ou pessoas que não sabem que têm glaucoma. Um exame oftalmológico é capaz de orientar o clínico do paciente sobre a existência de riscos com o uso dessas medicações.

A alimentação pode influenciar?

Sim. A deficiência de vitaminas do complexo B pode causar danos ao nervo óptico. O que não quer dizer que tomar grandes doses dessa vitamina seja uma atitude saudável. Na verdade, não é recomendável, visto que o consumo excessivo de quase todos os nutrientes causa doenças. Quando uma pessoa tem glaucoma, seus olhos estão predispostos a mais danos. Qualquer coisa que impeça os olhos de não receberem os nutrientes que necessitam vai aumentar o dano. Convém ressaltar que a deficiência de tiamina, comum em algumas partes do mundo, danifica tecidos como o do nervo óptico. Portanto é aconselhável hábitos equilibrados de alimentação e acompanhamento médico.

Algum outro fator externo pode influenciar?

Fatores externos influenciam no que chamamos de glaucoma secundário. Exemplo disso ocorre quando o aumento da pressão intraocular surge após doenças inflamatórias, catarata avançada, alteração dos pigmentos naturalmente existentes dentro dos olhos, hemorragia e obstrução de vasos intraoculares.

Uma alteração importante ocorre quando a lente transparente que existe dentro dos olhos, o cristalino, se torna opaca (ao que se denomina catarata) e abaulada o suficiente para estreitar a passagem do humor aquoso para o sistema de drenagem, podendo causar a elevação da pressão intraocular. Nesses casos, a cirurgia de catarata resolve o problema.

 

 

Dr. Francisco Lima é graduado em Medicina pela UFG (Universidade Federal de Goiás); especializado em oftalmologia e subespecializado em glaucoma pela Universidade de Harvard (EUA); doutor em Medicina, na área de Oftalmologia, pela USP (Universidade de São Paulo). Recebeu prêmio internacional em Seattle pela Melhor Técnica Cirúrgica no "1999 Film Festival Winner", da Sociedade Americana de Catarata e Cirurgia Refrativa, nos EUA. É coautor de vários livros publicados no Brasil. É chefe do Departamento de Glaucoma do CBCO (Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos). Atua no CEROF (Centro de Referência em Oftalmologia) como professor afiliado da UFG (Universidade Federal de Goiás). É membro das principais sociedades científicas nacionais e internacionais; é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (biênio 2011-2013).

Mais informações no site: http://www.franciscolima.com

 

 

 

 

Fonte: Portal Idmed