11 de Dez de 2017
A baixa umidade relativa do ar, típica do período de inverno, propicia o aparecimento de uma das doenças oculares mais comuns no mundo: a síndrome do olho seco, que atinge mais as mulheres do que os homens (6,6% ante 2,8%, respectivamente). A Organização Mundial de Saúde estima que 10 milhões de pessoas sofrem do mal. Os sintomas são coceira, ardência, vermelhidão, irritação ou lacrimejo excessivo, além de visão borrada (que melhora ao piscar), sensibilidade à luz e desconforto após ler, ver televisão ou usar o computador por muito tempo. "É uma diminuição na produção de lágrimas, as responsáveis pela oxigenação, proteção e pelo umedecimento da córnea, membrana que reveste os olhos", explica o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto.

Além do ar seco, vento, poluição, poeira, fumaça e ar-condicionado estão entre as causas da síndrome - que também pode ser desencadeada se a pessoa ficar horas a fio na frente do computador ou da TV. "Quem usa lente de contato é mais predisposto". O tratamento é a adoção de colírio substituto das lágrimas (os melhores são os sem conservantes). "Piscar repetidamente ajuda", diz Queiroz. Segundo ele, piscamos, em média, a cada dez segundos, mas às vezes "esquecemos" de fazer isso enquanto estamos no computador, por exemplo. Outra medida é ingerir mais alimentos ricos em vitaminas A e E e em Omega 3 - encontrado em sementes de linhaça, beterraba, nozes e espinafre. E, é claro, deve-se consultar um médico se os sintomas persistirem.

Nada como ar puro 

Além de fazer mal ao sistema respiratório e aos olhos, a poluição do ar contribui para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares (doenças do coração e derrame). Apesar de não causar tantos ataques cardíacos quanto pressão alta, tabagismo ou obesidade, é um sério fator de risco, segundo estudo recente da American Heart Association (entidade americana que estuda problemas cardiovasculares), principalmente porque muita gente convive com a poluição durante a vida toda - seja a emitida por carros e fábricas, seja a da fumaça de cigarro. "E a exposição contínua aumenta não apenas o risco de ter doenças cardiovasculares, mas o de ter doenças em geral", alerta o cardiologista Gustavo Campos. 

Verdade: de acordo com uma pesquisa anterior, pessoas que moram nas cidades norte-americanas mais poluídas vivem de 1,8 a 3,1 anos menos do que as outras.