14 de Nov de 2018

Uma das cirurgias de olhos mais procuradas é a que corrige ou minimiza problemas de visão causados por erros refrativos – miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia, por exemplo. A cirurgia refrativa realiza o sonho de muitas pessoas que querem deixar de usar óculos e lentes de contato, proporcionando mais conforto e qualidade de vida para realizar as tarefas do dia a dia, praticar esportes e viajar. Segundo estimativas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, mais de 14 milhões de brasileiros tem uma dessas enfermidades, que são a principal causa de baixa visão e a segunda causa mais comum de cegueira tratável em todo o mundo.

Quem pode fazer?

A cirurgia refrativa é indicada para quem tem miopia (má visão à distância), hipermetropia ou presbiopia (visão próxima ruim) e astigmatismo (visão embaçada ou desfocada, tanto de longe, quanto de perto) e está com o grau estável há pelo menos um ano (a diferença de grau de até 0,5 neste período). Por isso, quem tem menos de 18 anos não pode fazer, pois antes dessa idade, o grau não estabiliza. Antes de fazer a cirurgia, é necessário realizar exames para avaliar o grau, a saúde do olho e o aspecto da córnea. Sua realização também não é indicada em alguns casos de doença na córnea.

Técnicas

A cirurgia refrativa é um procedimento seguro, realizado em menos de dez minutos e que não precisa de internação. Feito principalmente com laser, por meio de duas técnicas, que devem ser escolhidas de acordo com o tipo de grau e espessura da córnea. São elas: PRK, ou Ceratectomia Fotorrefrativa: uma fina película da camada que reveste a córnea é removida e é aplicado o laser para correção do erro refrativo. Terminado o procedimento, uma lente de contato terapêutica é colocada na superfície corneana para promover a cicatrização e o alívio do desconforto nos primeiros dias do pós-operatório. Lasik (Laser Assisted In Situ Keratomileusis) com laser de femtosegundo: esta técnica tem como principal vantagem o tempo de recuperação menor. Ela utiliza dois tipos de laser: o primeiro realiza um corte circular, com alta precisão, na superfície da córnea, chamado de flap, por meio do qual, uma aba da córnea fica solta, enquanto uma pequena parte continua presa. O flap é levantado e jogado para trás, para acessar a parte intermediária da córnea. O segundo laser é utilizado para remodelá-la e atingir a graduação desejada, definida com base nos exames pré-operatórios, levando-se em conta o grau, a curvatura e a espessura da córnea. Finalizada essa etapa, o flap é recolocado e encaixado perfeitamente na lente. A cicatrização acontece em até 48 horas e é possível retornar às atividades normais do dia a dia, com algumas restrições para esportes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Portal Olhos