22 de Out de 2018

Mais que um toque de personalidade, esta característica indica duas condições: heterocromia ou anisocoria

Você já percebeu que algumas pessoas têm olhos de cores diferentes? Famosos como Henry Cavill, o intérprete do Super Homem; a atriz Mila Kunis e o ator Judd Hirsch possuem essa singularidade. Apesar de serem parecidas, as características para a pigmentação diferenciada têm origens distintas. Enquanto Cavill e Kunis apresentam heterocromia, Hirsch possui anisocoria.

Na heterocromia completa, a pessoa tem um dos olhos de coloração completamente diferente do outro. Já a setorial, ocorre quando apenas uma parte da íris possui um tom diferente do restante, e pode ocorrer em um olho ou em ambos. Existe ainda a heterocromia central, na qual a borda da pupila possui uma matriz diferente do restante da íris. “A melanina é o que determina a tonalidade dos olhos. Ela leva cerca de oito semanas para ‘colorir’ a íris, conforme a carga hereditária. Por isso, os recém-nascidos parecem ter olhos azuis. Só depois de um tempo, as pessoas com muita melanina em sua íris ganham os olhos castanhos, aquelas com pouca melanina têm olhos azuis ou cinza, e quem tem quantidades médias ficam com cor de avelã ou verdes”, explica o oftalmologia Dr. Eduardo Rocha.

De acordo com artigo publicado no site Health Research Funding, o fenômeno ocorre em menos de 1% da população mundial. Em grande parte dos casos, o indivíduo já nasce com os olhos de cores diferentes. Mas a heterocromia também pode ser causada por outros fatores, como um trauma durante o nascimento, uma mutação genética, lesões neurológicas, reações a medicamentos ou produtos químicos. Para determinar a causa deve ser realizado um exame completo. Quando é congênita, não há cura ou tratamento. O tratamento somente será necessário se a anomalia for efeito de outra doença. “A heterocromia não é grave, não evolui e não afeta a qualidade da visão. Quem se sentir incomodado pode usar lentes de contatos para igualar a cor, mas somente sob prescrição médica. Porém, se houver alterações repentinas na coloração, é necessário verificar o motivo”, alerta o médico.

Já a anisocoria é uma condição em que uma das pupilas fica maior do que a outra, mesmo com estímulos iguais em ambas. “As pupilas se dilatam no escuro e se contraem em ambientes com muita luz. É esse controle que permite a entrada da quantidade de luz necessária para que o cérebro forme imagens e nos possibilite enxergar as coisas”, ressalta o Dr. Rocha. No entanto, o tamanho desigual das pupilas pode fazer com que a cor dos olhos pareça ser diferente.

Pesquisa publicada no The Journal of Pediatrics mostra que, em 20% dos casos, a anisocoria é fisiológica, ou seja, o indivíduo apresenta pupilas de tamanhos distintos desde o nascimento. Apesar disso, elas respondem normalmente às condições de luminosidade, abrindo e fechando conforme a claridade. Já a anisocoria patológica, provocada por lesões neurológicas, doenças como a síndrome de Horner, reações a medicamentos ou produtos químicos, merece mais cuidados. “Nos casos fisiológicos e menos graves, o paciente pode não perceber que possui a condição. Quando ela é severa, problemas de visão e sensibilidade à luz podem afetar o paciente, e aí cirurgias e medicamentos podem resolver. Então, só uma visita ao oftalmologista pode determinar a causa e indicar o caminho mais apropriado a seguir”, conclui o oftalmologista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Grupo Opty