11 de Dez de 2018

Uma cirurgia a laser, segura, indolor e sem necessidade de internação, permite que os portadores de deficiências oculares, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, passem a enxergar melhor. Venha entender mais

cirurgia refrativa

De acordo com estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 25% da população mundial tem miopia, que apresenta, como principal sintoma, a dificuldade em enxergar objetos que estão distantes. Somando outras alterações oculares, como hipermetropia e astigmatismo, o percentual fica ainda maior. O resultado disso? A necessidade de óculos de grau e lentes de contato, acessórios que, embora auxiliem a pessoa a ver com mais nitidez, podem causar incômodo e se tornar indesejáveis. Com um procedimento seguro e rápido, chamado cirurgia refrativa, dá para diminuir o uso ou até aposentá-los de vez. “O procedimento corrige, principalmente, miopia, hipermetropia e astigmatismo. Em algumas situações, conseguimos melhorar também a presbiopia (popularmente conhecida como “vista cansada”, mais comum após os 40 anos)”, explica o Dr. Hallim Féres Neto. Existem algumas técnicas para realizar a cirurgia refrativa. “Para corrigir o erro utilizamos um aparelho chamado Excimer Laser Refracional, que altera o formato da córnea (uma das lentes do olho, um tecido transparente localizado na parte anterior do olho). O procedimento dura cerca de 6 ou 7 minutos para os dois olhos”, completa.

Segurança e eficácia

Além da simplicidade e da rapidez, a cirurgia é considerada extremamente eficaz, segura e confortável, com a aplicação de apenas algumas gotas de um colírio anestésico. “Estudos mais recentes indicam que 90% dos pacientes ficam com grau residual menor ou igual a 0,50. Menos de 5% precisam continuar usando óculos ou lentes de contato, ou ainda necessitam de um novo procedimento futuramente”, diz Hallim. “É uma das cirurgias mais realizadas no mundo, de forma segura. Quando há alguma complicação, geralmente tem relação com uma indicação incorreta. Por isso, é necessária uma avaliação completa para determinar se a cirurgia refrativa é recomendável”, alerta.

Pós-operatório: retorno rápido à rotina sem grandes complicações

Como dispensa a necessidade de internação, o paciente pode voltar ao trabalho em até três dias. “Em uma semana, as outras atividades usuais, como treino na academia, também podem ser retomadas. Alguns esforços mais intensos, porém, exigem um tempo maior de recuperação. Para natação, esportes com luta e bola, o paciente precisa esperar, aproximadamente, 30 dias”, avisa o especialista.

O pós-operatório não apresenta grandes complicações. Entre os efeitos colaterais, está a possibilidade de algum desconforto e sensibilidade à luz. Nesses casos, a recomendação é utilizar óculos escuros enquanto os sintomas persistirem. Se os olhos ficarem um pouco mais secos, o paciente pode recorrer aos colírios lubrificantes.

Quem não pode operar

Para evitar riscos, o oftalmologista deve avaliar o paciente por meio de exames pré-operatórios e determinar não somente quando é preciso realizar a intervenção, mas também a melhor técnica a ser utilizada em cada caso.

Conheça algumas contraindicações:

  • Idade inferior a 18 anos.
  • Gestantes.
  • Prescrição de óculos ou lentes de contato instável nos últimos dois anos.
  • Histórico de herpes ocular no último ano.
  • Doenças do colágeno (como artrite reumatóide e lúpus).
  • Doenças da córnea, como ceratocone.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Portal dos Olhos