22 de Out de 2018

Diagnóstico certeiro

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A duração do episódio, a quantidade de secreção e as características da inflamação ajudam o médico a identificar a origem exata do problema. E por que isso é importante? Para adequar o tratamento. “Crises virais costumam ser autolimitadas, ou seja, regridem de forma espontânea. A gente só ameniza os sintomas com compressas frias e colírios lubrificantes”, exemplifica o Dr. Hallim Feres Neto, oftalmologista.

No entanto, há exceções em que o vírus é muito agressivo, chegando a provocar a formação de uma membrana nos olhos, que pode precisar ser retirada na clínica oftalmológica. Se não for bem tratada, a crise pode deixar uma cicatriz na córnea, desencadeando sequelas, como piora da visão e intolerância à claridade. Já as infecções bacterianas requerem uso de antibiótico, que requer prescrição médica. Ou seja, nada de pegar emprestado o medicamento que um familiar ou amigo usou antes. Cada caso é um caso. E seguir a risca o tipo de remédio, os intervalos entre as doses e a duração de uso evita que a bactéria fique resistente, piorando a situação.

O mesmo vale para os anti-inflamatórios, às vezes recomendados pelos especialistas diante de alguns quadros específicos de conjuntivite. “Eles podem ser comprados sem receita, mas o uso inadequado é arriscado. Primeiro porque podem ter efeitos colaterais, predispondo ao glaucoma; uma doença grave, capaz de evoluir para cegueira; ou à catarata”, justifica o Dr. Hallim. “E segundo porque episódios provocados por alguns vírus, como o da herpes, costumam se agravar com o uso dessas substâncias”, complementa.

Já as conjuntivites alérgicas tendem a aparecer em quem já tem histórico de alergia respiratória, como as rinites. Os recursos terapêuticos incluem anti-histamínicos e anti-inflamatórios, também a critério do médico.

 

 

 

Fonte: Portal dos Olhos