26 de Abr de 2018

Falta de óculos e aumento da miopia são as principais causas. Aprenda checar como seu filho enxerga para garantir o aprendizado

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Dados epidemiológicos do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) mostram que nos últimos dez anos o número de crianças que precisa usar óculos de grau passou de 10% para 20%. De acordo com o oftalmologista Dr. Leôncio Queiroz Neto, membro do CBO, um mutirão realizado pelo Instituto Penido Burnier no ano passado mostra que a miopia, dificuldade de enxergar à distância é hoje o vício de refração mais frequente na infância. Só para ter ideia, dos 583 participantes que precisavam usar óculos, mais de quatro em cada dez, 44%, eram míopes. “Há dez anos, a hipermetropia, dificuldade de enxergar próximo, era o problema de visão mais encontrado nas crianças”, observa. Para ele o que tem impulsionado o crescimento da miopia é o esforço para enxergar de perto imposto pelo uso precoce da tecnologia. “O olho da criança está em desenvolvimento até os 8 anos e os músculos ciliares que movimentam nosso cristalino para frente e para trás se acomodam”, explica. É por isso, pondera, que diversos estudos internacionais incentivam as atividades ao ar livre para conter a miopia.

Falta de óculos pode cegar

Queiroz Neto afirma que vício refrativo não é doença. Por isso a miopia, hipermetropia e astigmatismo não tem cura.  Ainda assim precisam ser corrigidos. A falta de lentes corretivas, salienta, pode levar ao estrabismo ou olho torto, devido ao excesso de esforço para enxergar. Até oito anos também pode causar ambliopia ou olho preguiçoso, porque o cérebro faz a criança usar só o olho melhor o que leva à perda da visão no outro. 

Como se não bastasse, relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) baseado no Global Vision Databases, banco de dados que analisou a saúde visual de 188 países, revela que a falta de óculos responde por 53% da deficiência visual no mundo contra 25% da catarata não operada, maior causa de cegueira evitável entre adultos.

Queiroz Neto conta que o relatório também mostra que os vícios de refração respondem por 63% dos problemas de visão em crianças. Na opinião dele os óculos deveriam fazer parte do uniforme. Isso porque, a visão compromete o aprendizado e 57% das crianças com problemas visuais são desatentas e agitadas.

Identificando problemas na visão

As dicas do especialista para pais e professores de crianças com até 2 anos são observar se tem falta de interesse pelo ambiente e pessoas, olhos vermelhos, secreção ou lacrimejamento constante, pupila muito grande, com reflexo, cor acinzentada ou opaca. Nas crianças a partir de 3 anos os sinais de problemas na visão são: tombamento da cabeça para um dos lados, dor frequente de cabeça ou no globo ocular, olhos desviados para o nariz ou para fora, esfregar os olhos após esforço visual e fechar um dos olhos em locais ensolarados. 

Em crianças alfabetizadas os problemas visuais fazem com que aproximem ou afastam muito o rosto da TV, livros ou caderno. Uma primeira avaliação pode ser feita em casa através de um teste de visão autoexplicativo, disponível no site www.penidoburnier.com.br

Este teste não substitui a consulta médica. Por isso, se a criança tiver dificuldade antes da linha 8 da tabela a recomendação é consultar um oftalmologista.

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Instituto Penido Burnier