11 de Dez de 2017

Doenças comuns nesta época do ano geram crises de enxaqueca que podem sinalizar risco para a saúde dos olhos

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Nesta época do ano a enxaqueca responde por uma em cada quatro consultas oftalmológicas, segundo o oftalmologista, Dr. Leôncio Queiroz Neto. É o que mostram 1200 prontuários de pacientes atendidos pelo médico. O especialista destaca que nem sempre a dor está relacionada a algum problema na visão, independente da idade do paciente. Das 380 crianças atendidas com queixa de enxaqueca, só 25% tinham algum vício de refração como miopia (dificuldade de enxergar à distância), hipermetropia (dificuldade de enxergar de perto) ou astigmatismo (não tem bom foco de perto e longe).

Ele conta que a sinusite, alergia, gripe, refriado e aumento da pressão arterial mais frequentes neste período são causas comuns da enxaqueca tanto em crianças como em adultos. A dica do médico para identificar se a dor está relacionada a algum problema de visão é observar se começa no final das aulas ou do expediente. Isso porque, neste caso é resultado de esforço visual para realizar as tarefas. De acordo com Queiroz Neto estudos apontam que 30% dos brasileiros tem algum tipo de alergia. As de maior incidência são a asma e a rinite alérgica que crescem no inverno e primavera. As medicações utilizadas no combate a estas doenças, ressalta, podem provocar alterações nos olhos. As principais são:

Princípio ativo Doença que combate Riscos
Anticoagulante e Antiagregante plaquetário (Aspirina) Resfriado Hemorragia subconjuntival (mais frequente) e degeneração macular úmida
Loratadina Antialérgico muito usado no inverno Visão embaçada, síndrome do olho seco, úlcera na córnea
Penicilina e outros antibióticos Gripe e infecções Uso indiscriminado reduz a resist�ncia e predisp�e � conjuntivite viral e bacteriana.

Como se não bastasse, no frio a contração dos vasos e artérias facilita o aumento da pressão arterial em quem já tem predisposição, podendo ocasionar enxaqueca decorrente da insuficiência circulatória. É por isso, destaca, que estas pessoas tem dor de cabeça com aura visual, caracterizada por enxergar luzes piscando, manchas brilhantes e visão borrada durante a crise. Este tipo de enxaqueca, adverte, aumenta o risco de escavações no nervo óptico e falhas permanentes no campo visual. O problema é que a Sociedade Brasileira de Cefaléia (SBC) estima que só 5% dos brasileiros que sofrem enxaqueca recorrente tem acompanhamento médico. Por isso, o potencial de problemas na visão relacionados à enxaqueca é alto no Brasil. A recomendação é ter acompanhamento oftalmológico junto ao neurológico para evitar problemas irremediáveis.

 

 

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Instituto Penido Burnier