Oftalmologistas alertam para importância da proteção e informam que 100% dos óculos vendidos por camelôs são ruins, podendo ocasionar problemas visuais. 

Protetor solar para o corpo todo, chamam a atenção em alto e bom som os dermatologistas. E não se esqueçam dos olhos, completam os oftalmologistas - a proteção, no caso, é por meio de óculos escuros de boa qualidade e com a devida proteção contra raios ultravioleta (UV). 

Usar um óculos sem um filtro adequado é como enganar a pupila. Para se proteger do excesso de luz, ela naturalmente se fecha. Com os óculos escuros, a pupila permanece dilatada e, se as lentes não possuírem proteção contra os UV, ela recebe diretamente os raios solares. "A exposição excessiva a esses raios pode resultar, a longo prazo, em várias doenças oculares, como catarata e degenerações de retina", diz o oftalmologista Élcio Hideo Sato.

Os efeitos dos raios UV são cumulativos e, quanto maior a exposição a eles, maiores os riscos com o passar dos anos. Quem usa óculos de má qualidade corre outros riscos. "Os olhos são obrigados a se adaptar a uma condição ruim, trabalhando mais para compensar a falta de qualidade. Isso pode gerar cansaço na visão, dificuldade de enxergar e um certo desconforto visual", diz o oftalmologista Alberto Jorge Betinjane. 

As armações apertadas também são ruins: "Podem provocar dores de cabeça e mal-estar", alertam os oftalmologistas. Quanto à cor das lentes, isso não importa. "As pessoas podem usar lentes rosas, azuis e até bem escuras. É uma questão de gosto. Se elas protegem contra os raios UV, a cor não faz diferença", afirmam os médicos. No caso de óculos com grau, Betinjane diz que as lentes verdes são preferíveis, pois dão mais conforto aos portadores de deficiências visuais. Bem mais importante que a cor é a matéria-prima utilizada. As melhores lentes são as acrílicas e as de cristal.