Morador de São Caetano será o primeiro cego a testar a tecnologia e ter a esperança de voltar a enxergar.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) irão fazer testes para os deficientes visuais do país. Um chip de retina será instalado no olho de 25 cegos dando esperança de que alguns deles voltem a enxergar.

O quiropraxista de São Caetano será o primeiro paciente a participar dos testes. José Carlos Costa, de 54 anos, descobriu na adolescência que tem retinose pigmentar, uma doença degenerativa que aos poucos provoca a perda total da visão. "Eu descobri minha doença com dezesseis anos quando ao cair um objeto no chão eu não conseguia enxergar o objeto", conta Costa.

O Brasil será o primeiro país da América do Sul a implantar o chip de retina. Hoje, apenas cinco países no mundo utilizam essa tecnologia, Estados Unidos, México, França, Inglaterra e Suíça.

No país, os estudos são coordenados pelo presidente do Instituto da Visão da Unifesp, que explica quais são os casos possíveis para receber o chip. "Não é para todo tipo de cego e também não é, por enquanto, para os cegos de nascença, é principalmente para aqueles indivíduos que têm a parte da frente da retina alterada, mas ainda tem a parte de trás, o nervo, em condições boas para funcionar. Na maioria dos casos, são aquelas pessoas que nascem enxergando e vão perdendo a visão ao longo da vida", explica o médico Rubens Belfort Junior.

Os pacientes que testarão a tecnologia ganharão óculos equipados com uma pequena câmera que irá captar imagens e enviar por meio de impulsos elétricos para um chip implantado no fundo dos olhos. Este chip que transforma as informações em imagens.

A tecnologia consiste em uns óculos que tem uma mini câmera de TV, acoplada e que leva a imagem para um microprocessador que o paciente carrega como se fosse um celular ligado a um cinto e que transmite, como um telefone sem fio, para os óculos remetendo diretamente para um chip que será implantado no fundo do olho. Esse chip transforma as informações em imagens fazendo com que a pessoa volte a enxergar.

Os testes começarão a ser feitos em agosto. Os 25 primeiros pacientes já foram selecionados. O especialista explica que a esperança é que em 10 anos de uso a pessoa já consiga ler um livro. "Hoje, já tem casos de pacientes que já sabem se está claro ou escuro, já conseguem fazer cesta de basquete, por exemplo".







Fonte: Portal Metodista