A temperatura na capital federal tem caído bastante, mas muitos não sabem que incidência dos raios solares não diminui. A mistura entre alta radiação solar, baixa temperatura e umidade baixa é um verdadeiro convite a problemas de olhos e pele
Durante o verão, é comum a preocupação em cuidar da pele e dos olhos – as altas temperaturas e os banhos de sol não permitem descaso. Mas depois que ele passa, a maioria das pessoas acaba se descuidando e aí entram em cena as doenças dermatológicas e oftalmológicas, pois são os órgãos que ficam expostos diretamente às intempéries. Especialistas alertam: o tempo frio também é um grande inimigo da pele e dos olhos e o descuido pode gerar ou potencializar doenças sérias. E na capital federal, além das baixas temperaturas, quem vive aqui ainda precisa lidar com a baixa umidade. O Instituto Nacional de Metrologia tem registrado recordes de baixas temperatura nos últimos dias, que chegou aos 13,4ºC na madrugada de segunda-feira (07/05) e também a chegada de uma massa de ar polar, o que deixou o ar mais seco. A expectativa é que na próxima semana a umidade relativa do ar fique abaixo dos 30%.
Os olhos, que assim como a pele são órgãos que ficam expostos, também sofrem com as mudanças climáticas, conforme ressalta o oftalmologista Jonathan Lake. Além disso, costumam ficar desprotegidos, pois os óculos escuros acabam esquecidos. Acham que com o frio não há necessidade, mas a radiação ultravioleta continua chegando. “Brasília é uma cidade que o outono e o inverno tem dias ensolarados. Os óculos devem ser elementos indispensáveis durante o ano inteiro. A falta de proteção pode potencializar patologias como edemas, úlceras crônicas, catarata e degeneração macular”, explica.
Para Dr. Celso Boianovsky os tempos mais frios é a grande temporada de conjuntivite viral. “O motivo é o mesmo da grande proliferação da gripe nesse período, a aglomeração de pessoas em ambientes fechados. As pessoas abrem pouco as janelas e criam um ambiente propício para compartilharem o vírus, sem circulação de corrente de ar”. Um ato simples como lavar as mãos, segundo o médico, ajuda muito a evitar a transmissão do vírus, pois quando o indivíduo coça o olho, por exemplo, pode estar com elas contaminadas. Esterilizar os objetos com álcool que foram utilizados por outras pessoas também pode ajudar.
Para ele o fato dos ambientes não serem constantemente ventilados podem ainda abrir espaço para o aparecimento de alergias oculares. Poeira e mofo prejudicam não só a saúde das vias respiratórias, mas podem afetar os olhos. É importante observar os agasalhos que ficaram guardados por muito tempo antes de usá-los, pois podem estar empoeirados.
Fonte: Assessoria de comunicação Oftalmed